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Quarta, 22 de setembro de 2021

🏭 Economia e Negócios

CMPC construirá instituto cultural na Zona Sul de Guaíba e parque linear conectando as orlas; veja todos projetos

Empresa ainda anunciou qualificação para trabalhadores locais e detalhes sobre a ampliação da unidade com o Projeto Bio; veja

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A CMPC, maior empresa do Rio Grande do Sul, recebeu os veículos de imprensa de Guaíba em sua fábrica na cidade para realizar apresentação sobre as novidades no projeto Bio, ampliação da fábrica que terá investimento de R$ 2,75 bilhões e geração de mais de sete mil empregos. O jornal digital Guaíba Online e demais colegas foram recebidos pelo Diretor de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade, Daniel Ramos, que apresentou os detalhes das ações e planos futuros da companhia.

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Ramos iniciou mencionando que, atualmente, 67,5% dos colaboradores da empresa são locais e que a taxa deve continuar na nova ampliação, mantendo 70% da mão-de-obra de trabalhadores guaibenses e 50% dos fornecedores também locais. Ainda, a empresa deve iniciar a implantação de uma politica de inclusão e diversidade e do Programa de Educação da companhia: além do curso técnico de papel e celulose, a empresa vai subsidiar a graduação em nível superior, pós-graduação ou pesquisa para os colaboradores. Ramos comenta que este será provavelmente o maior projeto privado de educação no Rio Grande do Sul.

Novidades estruturais e para a comunidade

A velha e conhecida portaria principal será desativada e uma nova será construída, de frente para a rua Manuel Gonçalves na Alvorada. Ainda, o estacionamento será ampliado para além de 400 vagas e será totalmente pavimentado, contando com novo paisagismo. O entorno da empresa receberá um parque linear - uma conexão entre as orlas da Alegria e Alvorada com ciclovia completa, bancos e novas paradas de ônibus. Os muros em torno da empresa receberão um aumento na altura com novas placas de isolamento acústico, que serão pintadas com artes e grafites de artistas guaibenses. A entrega do parque linear para a população deve acontecer antes da conclusão total do projeto, que deve levar 26 meses.

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Um ponto importante da ampliação será a ausência de ruídos, segundo a empresa. O canteiro de obras ficará na BR-116, ao lado da entrada de sua estrada privada. Todos caminhões e equipamentos serão transportados somente por esta estrada, não utilizando as vias públicas da cidade, ou seja, sem alterações na mobilidade urbana de Guaíba. A marcha ré das maquinas e caminhões contará com o sistema de ruído branco, onde a pessoa escuta em até 50 metros somente atrás da maquina. O antigo ruído é uma das principais reclamações dos moradores da Zona Sul durante a noite, pois pode ser ouvido em até 250 metros de distância em diferentes direções.

Apesar de não haver uma nova expansão territorial, o investimento de R$ 2,75 bilhões se justifica pela aquisição e implementação de alta tecnologia na linha 2, tornando-a mais produtiva e com melhores controles ambientais, reduzindo o ruído, odor e emissão de partículas no ar. Segundo o diretor, tal tecnologia é muito cara e adquirida em dólar, o que eleva os custos. As principais áreas de aplicação da celulose serão no mercado de embalagens e tissue (produtos de higiene pessoal como guardanapos, absorventes, produtos hospitalares e outros). 

O novo instituto da CMPC: Centro Cultural FibraLab

Uma grande novidade do projeto é a criação do instituto da CMPC, com investimento total de R$ 13 milhões. Batizado de Centro Cultural FibraLab, o local vai atender crianças da rede publica de Guaíba, no contraturno escolar, e será  aberto para a comunidade de terça a domingo. O espaço aberto deverá receber música, arte, exposições, oficinas e adultos ou familiares para realizarem qualificação profissional, especialmente à noite. Ainda, será construído um auditório multiuso para 500 pessoas.

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A cada três meses acontecerá um programa de imersão, onde o centro cultural abrirá edital para artistas guaibenses produzirem e exporem suas artes no local. A expectativa é de receber 18 mil pessoas no primeiro ano de funcionamento do local, com estimativa de iniciar o funcionamento em janeiro de 2023. O local escolhido foi o antigo escritório da empresa Vida, na curva de acesso da avenida coletora da Zona Sul.

Energia e sustentabilidade 

Após ser picada em cavacos, a madeira é dividida entre a celulose e a lignina - que será queimada em caldeira para gerar energia para a empresa. O excedente de energia gerado pela queima de lignina poderá alimentar, após a conclusão da nova caldeira de recuperação do projeto Bio, uma cidade com cerca de 40 mil habitantes. A antiga caldeira de carvão, que hoje responde por 60% das emissões da empresa, será desativada. 

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Ramos frisou que a CMPC será a empresa de celulose mais sustentável do Brasil. Atualmente o lixo da empresa se transforma em 15 diferentes produtos, emprega 160 pessoas e gera 2 milhões de receita por ano através da empresa Vida, que será ampliada e repaginada para HUB CMPC de Economia Circular. 

Qualificação da mão-de-obra local

A empresa CTZ foi contratada pela CMPC para realizar o cadastro e mapeamento da mão de obra em Guaiba, com objetivo de identificar quem está desempregado na cidade e quais as habilidades que podem ser ensinadas como qualificação. Após o levantamento dos dados, os cursos em diversas áreas como pedreiro, soldador, carpinteiro e outros serão ofertados em parceria com o Senai, financiados pela CMPC. O diretor informou que o projeto não é realizado pela prefeitura de Guaíba, que fez publicações divulgando os cursos a serem ofertados.


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