A Polícia Civil prendeu novamente o casal de influenciadores Gladison Pieri e Pâmela Pavão, moradores de Canoas (RS), na Região Metropolitana de Porto Alegre. A nova prisão ocorre apenas semanas após eles celebrarem publicamente, com fogos de artifício, a assinatura de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público, que buscava evitar o prosseguimento de um processo criminal.

O casal é investigado por promover rifas ilegais pela internet, sorteando imóveis, carros, dinheiro e procedimentos estéticos, movimentando valores milionários em contas bancárias. Eles já haviam sido presos anteriormente e tiveram cerca de R$ 50 milhões em bens bloqueados, incluindo um apartamento de luxo em Balneário Camboriú, no prédio mais alto do Brasil, e uma frota com cerca de 50 veículos.

Na época do ANPP, o Ministério Público optou por não aprofundar suspeitas de fraude e associação criminosa, arquivando essas acusações. No entanto, Pieri e Pâmela seguem respondendo por crimes como exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro.
A nova detenção levanta questionamentos sobre o cumprimento das condições do acordo e o possível descumprimento das obrigações assumidas com o Ministério Público.