A Polícia Civil investiga um caso de feminicídio seguido de duplo homicídio registrado nesta terça-feira (22) em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Os corpos de uma mulher de 18 anos, de um bebê de dois meses e de um adolescente de 17 anos foram encontrados enterrados em uma cova rasa, nas margens de um rio da cidade. A área onde as vítimas estavam foi parcialmente encoberta com galhos e pedaços de madeira.

De acordo com informações da Delegacia de Polícia de Esteio, o principal suspeito é um homem que foi preso preventivamente. Ele é apontado como líder religioso e, conforme a investigação, seria o pai da criança. Outros dois adolescentes foram apreendidos e estão sob custódia, suspeitos de envolvimento direto nas mortes.
As autoridades trabalham com a hipótese de que a motivação do crime esteja relacionada ao receio do homem de ter a paternidade da criança revelada à sua esposa. A mulher assassinada, segundo as apurações preliminares, teria ameaçado contar sobre o relacionamento e sobre o bebê. O adolescente morto seria amigo da jovem e, de acordo com os investigadores, pode ter sido executado por estar com ela no momento do crime.

Os corpos foram localizados após diligências realizadas pela Polícia Civil, com apoio da Brigada Militar, que recebeu denúncias anônimas indicando movimentações suspeitas na região próxima ao rio. Os investigadores identificaram indícios de escavação e, após a remoção da vegetação, encontraram os três cadáveres.
As identidades das vítimas não foram divulgadas até o momento. A perícia esteve no local e os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Porto Alegre, onde passam por exames que vão ajudar a esclarecer as circunstâncias das mortes.
A investigação segue em andamento para apurar a cronologia do crime, a participação dos apreendidos e a possível existência de outros envolvidos. A Polícia também busca determinar se houve premeditação e se outras pessoas tinham conhecimento das ameaças feitas pela vítima. O caso está sendo acompanhado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da cidade.