O influenciador digital Hytalo Santos e seu companheiro, Israel Natan Vicente, conhecido como Euro, foram presos na manhã desta sexta-feira (15) em uma residência alugada em Carapicuíba, na Grande São Paulo. A prisão faz parte de investigações conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) sobre suposto envolvimento em tráfico humano e exploração sexual de menores.

De acordo com o delegado Fernando Davi, da 3ª Delegacia de Investigações sobre Estelionato e Crimes Contra a Fé Pública (DIG) do Deic, o casal já planejava deixar o país para escapar da ordem de prisão preventiva, expedida na madrugada de quinta-feira (14). “A suspeita é que eles estavam tentando se evadir e já tinham conhecimento do mandado de prisão”, afirmou o delegado.
A abordagem ocorreu sem resistência. Além do casal, outras oito pessoas estavam no imóvel, incluindo assessores que não são alvo da investigação. Foram apreendidos oito celulares, quatro de cada investigado, que passarão por perícia da Polícia Civil da Paraíba.
Após a prisão, Hytalo e Israel Vicente devem passar por exame de corpo de delito, audiência de custódia e encaminhamento ao sistema prisional comum, enquanto a eventual transferência para a Paraíba dependerá de solicitação da Justiça daquele estado.
A operação envolveu atuação conjunta do MPPB, do Ministério Público do Trabalho (MPT), das polícias civis da Paraíba e de São Paulo, e da Polícia Rodoviária Federal. Hytalo Santos é investigado em dois procedimentos do MPPB e em um do MPT.
Medidas judiciais adicionais incluem o bloqueio das redes sociais do influenciador, desmonetização de seus vídeos e proibição de contato com adolescentes citados nos processos. Na residência de Hytalo em João Pessoa, a Justiça autorizou a apreensão de computador e celulares.

Segundo a defesa, Hytalo tem se colocado à disposição das autoridades e negou todas as acusações. Os advogados afirmaram que adotarão medidas legais cabíveis, incluindo eventual pedido de habeas corpus.
As investigações do MPPB começaram em 2024 em Bayeux, sobre a participação de menores em festas e situações com bebida alcoólica, e em João Pessoa, sobre possível esquema de emancipação de adolescentes em troca de presentes. O MPT analisou mais de 50 vídeos e ouviu pelo menos 15 pessoas envolvidas na produção dos conteúdos do influenciador.