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Segunda-feira, 25 de Maio 2026
📚 Educação

Escola Rio Grande do Sul recebe "Meninas Crespas", movimento de valorização da cultura negra

Projeto vem do bairro porto-alegrense Restinga e busca autoestima

Pedro Molnar
Por Pedro Molnar
Escola Rio Grande do Sul recebe
Divulgação
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Os alunos da Escola Municipal Rio Grande do Sul, na Vila Jardim, receberam mulheres do "Meninas Crespas", que valoriza o cabelo crespo como resgate da identidade negra e o poder feminino. A professora Perla Santos, uma das idealizadoras do movimento, dividiu suas experiências e pensamentos, na quinta-feira (5), com os estudantes de Educação de Jovens e Adultos (EJA), no turno da noite. Sua aluna Thamires Trindade, de 17 anos, também participou do encontro.

O projeto, do bairro Restinga, em Porto Alegre, aborda a importância e o respeito sobre a representatividade da mulher negra. Buscam a autoestima das crianças de adolescentes em escolas públicas. Perla explica que o projeto é formado por meninas e meninos negros, de cabelo crespos, seus familiares e jovens não negros que procuram o respeito. Elas realizaram atividades com os alunos da escola guaibense para refletir sobre a importância da negritude. 

A vice-diretora da escola, Rose Chaves, explica que há um projeto no EJA de valorização de cada aluno, no sentido de atingir objetivos de carreira e de vida. Essa valorização é muito buscada nesse ambiente escolar, independente de data comemorativa: "não só porque existe uma lei que determina o 20 de novembro, dia da consciência negra, mas tem que ser trabalhado todos os dias para valorizar o ser humano", diz.

Meninas Crespas construiu um espaço para reflexão, debate e conhecimento do universo que envolve o cabelo crespo, sua estrutura capilar e história do povo africano. Nos encontros, debatem sobre assuntos do povo afrodescendente, sua estética, história e lutas, além de apresentar suas danças da religião afro. "O nosso currículo escolar brasileiro, infelizmente, não apresenta a cultura negra como deveria", diz Perla. 

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Na Restinga, começaram um projeto de aulas de tambores, instrumento da matriz africana, e a construção de uma biblioteca comunitária sobre a negritude, que fortalece o significado da sua própria cultura.

 




 

 

 

 

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