O Tribunal do Júri da 2ª Vara do Júri de Porto Alegre condenou nesta segunda-feira (29) Vandré Centeno do Carmo, 35 anos, a 19 anos e três meses de prisão pelo homicídio de Cíntia Beatriz Lacerda Glufke, 34 anos, ocorrido em 7 de agosto de 2015 no bairro Mário Quintana. Carmo foi considerado culpado pelos crimes de homicídio qualificado, por meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, e ocultação de cadáver. A juíza Eveline Radaelli Buffon decretou a prisão imediata do réu, que estava em liberdade desde novembro de 2019.

Durante o julgamento, Vandré confirmou o crime, mas afirmou que não houve premeditação. Ele disse ter agido sob efeito de álcool e drogas e demonstrou arrependimento pelo ocorrido. O promotor Francisco Saldanha Lauenstein afirmou que recorrerá da sentença, buscando aumento da pena, e mencionou semelhanças com outro caso recente de homicídio em Porto Alegre que envolveu esquartejamento.
Inicialmente, o julgamento contaria também com os irmãos de Vandré, Alan e Jean Centeno do Carmo, mas a sessão foi dividida devido à colidência defensiva, transferindo seus julgamentos para 10 de dezembro. Ambos são suspeitos de envolvimento na ocultação do corpo e no furto de objetos da vítima.
O crime, registrado há quase dez anos, envolveu a morte de Cíntia na residência do réu, seguida do esquartejamento do corpo. Partes da vítima foram enterradas e cimentadas no local, enquanto membros foram transportados em uma mala e abandonados em área pública. Câmeras de segurança registraram o transporte da mala para Santa Catarina, no dia do crime.

Cíntia Beatriz era mineira, casada há 12 anos, e mantinha relação de amizade com Vandré. Antes do assassinato, ela havia trabalhado com ele e mantido contato frequente. O caso resultou na condenação de Vandré e mantém os outros dois irmãos sob investigação e futuras ações judiciais.