Um motorista de transporte escolar que atuava no município de Erebango, no norte do Rio Grande do Sul, foi condenado a 100 anos de prisão pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJRS), por crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes entre os anos de 2012 e 2024.
A sentença também determina a perda do cargo público, a destituição do poder familiar em relação a uma das filhas e o pagamento de indenização no valor mínimo de R$ 10 mil para cada vítima. A decisão ainda estabelece que o réu permaneça preso enquanto recorre e que seu nome seja incluído no Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro, conforme legislação vigente.

De acordo com o TJRS, entre as vítimas estão duas filhas biológicas, duas enteadas e estudantes transportadas pelo condenado durante seu trabalho como motorista de ônibus escolar. À época da prisão, em outubro de 2024, ele era contratado emergencialmente pela Prefeitura de Erebango e realizava o transporte de alunos até escolas do município de Getúlio Vargas.
A investigação foi iniciada em maio de 2024, após o pai de uma aluna de 12 anos procurar a polícia e relatar um caso de abuso. Posteriormente, uma denúncia anônima apontou a existência de outros casos envolvendo o mesmo suspeito, incluindo relatos de vítimas que seriam suas filhas.
Durante a apuração, câmeras de monitoramento foram instaladas no interior do ônibus escolar utilizado pelo investigado. As imagens registradas mostraram o homem mantendo contato físico com ao menos três estudantes menores de idade. Segundo o delegado responsável pelo caso, o investigado se aproveitava da função exercida para se aproximar das vítimas, utilizando-se da rotina do transporte escolar para praticar os crimes.

A Administração Municipal de Erebango divulgou nota pública informando que o vínculo contratual com o servidor foi encerrado de forma unilateral após a prisão, e que colabora com as investigações. A nota também menciona a intenção de adotar medidas adicionais de segurança nos veículos escolares, como a instalação de sistemas de videomonitoramento.
O processo segue em tramitação com possibilidade de recurso por parte da defesa.