Motoristas de aplicativo estavam em frente à delegacia de Guaíba, nesta segunda-feira (10), pedindo informações do colega Rafael do Nascimento da Silva, de 31 anos. Ele está desaparecido desde quinta-feira (6) e seu veículo foi encontro carbonizado na Estrada do Petim, área rural da cidade, no sábado. A Polícia Civil ainda investiga o caso, mas não divulgou detalhes por questões de sigilo.
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O motorista Mauricio Viegas, de 48 anos, questiona da falta de uma informação concreta - o que se sabe é que Silva desligou o aplicativo Uber e a localização naquele dia.
- Viemos dar uma força, ficar todo mundo aqui para cobrar das autoridade alguma informação. A polícia não nos fala nada, dizem que está adiantada a investigação mas não pode nos comunicar - disse para reportagem.
A categoria ainda questiona a insegurança considerada muito grande na cidade - três veículos foram roubados na semana passada. "Queremos mais segurança tanto das autoridade e das empresas de aplicativo, como no cadastro de passageiros. Já fomos assaltados por eles" - alega.
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Segundo o site GaúchaZH, para se protegerem de assaltos, os motoristas de Guaíba criaram alguns mecanismos, como mandar mensagem com a localização em tempo real para o grupo de WhatsApp no início do expediente. O protocolo pede que o fornecimento da localização seja desativada somente ao final da última corrida. Ao fazer isso, o motorista tem de enviar a palavra "off", sinalizando que não está mais trabalhando. Rafael seguiu a regra, mas demorou 1h22min entre encerrar a localização e mandar a mensagem.
Ele era da torcida organizada do Grêmio, conhecido como Gordão da Geral. Era separado e deixa um filho, de oito anos.