A Polícia Civil do Rio Grande do Sul encaminhou ao Poder Judiciário 69.292 pedidos de Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) ao longo de 2025. As solicitações partiram de mulheres em todo o Estado e foram registradas tanto de forma presencial quanto por canais digitais.
Do total, 63.955 pedidos foram feitos presencialmente em mais de 400 delegacias, incluindo 23 Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams) e sete Delegacias de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGVs) com atribuição de Deam. Outros 5.336 pedidos ocorreram por meio digital. Desde abril de 2025, a solicitação de MPU passou a ser disponibilizada pela Delegacia Online da Mulher, ampliando o acesso ao serviço. O atendimento também ocorre 24 horas nas Delegacias de Pronto Atendimento (DPPAs), além do telefone 197 e do WhatsApp/Telegram (51) 9.8444-0606.
Em 2025, foram registrados 80 casos de feminicídio no Rio Grande do Sul. De acordo com os dados, cerca de 75% das vítimas não haviam registrado ocorrência policial e 95% não possuíam medida protetiva ativa no momento do crime. As informações indicam a relação entre o registro formal e a adoção de mecanismos de proteção previstos em lei.
No mesmo período, a estrutura de atendimento foi ampliada com a inauguração de uma Deam em Esteio e a abertura de 10 Salas das Margaridas em municípios do interior, totalizando 97 espaços no Estado. Os locais são destinados ao atendimento de mulheres em situação de violência e ao acolhimento de seus filhos. A Polícia Civil também participou de ações de orientação e de iniciativas de prevenção ao longo do ano.
No início de 2026, a Polícia Civil realizou a Operação Ano Novo, Vida Nova, que resultou na prisão de 29 homens e na apreensão de armas de fogo, além de ações de orientação às vítimas sobre a rede de apoio disponível.
Entre as medidas mais solicitadas estão o afastamento do agressor do convívio com a vítima e a proibição de aproximação. Em casos determinados pela Justiça, pode ser utilizado monitoramento eletrônico. A Polícia Civil realiza a instalação das tornozeleiras e o sistema emite alertas à Brigada Militar do Rio Grande do Sul em caso de descumprimento, para verificação da ocorrência. Ajustes recentes no modelo de distribuição dos equipamentos buscaram ampliar o acesso ao monitoramento em todas as regiões do Estado.
Se você está passando por situação de violência, ou conhece alguém que esteja, saiba onde buscar ajuda:
Onde e como buscar apoio
Casos de violência sexual podem ser denunciados de forma presencial, telefônica ou online. Há diferentes canais à disposição da população para acolhimento, registro e encaminhamento das vítimas:
Brigada Militar – 190
Em situações de emergência, o número 190 pode ser acionado a qualquer hora, todos os dias da semana. O atendimento é gratuito e disponível em todo o território do estado.
Polícia Civil
A recomendação é procurar diretamente uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Caso não exista uma unidade específica no município, qualquer delegacia está apta a registrar o boletim de ocorrência e encaminhar pedidos de medidas protetivas.
Delegacia da Mulher de Porto Alegre
Endereço: Rua Professor Freitas e Castro, Palácio da Polícia, bairro Azenha.
Contatos: (51) 3288-2173, 3288-2327, 3288-2172 ou disque 197.
Delegacia Online
Também é possível registrar ocorrências pela internet, por meio da plataforma da Delegacia Online do RS, que permite encaminhar denúncias e solicitar medidas protetivas sem a necessidade de deslocamento físico.
Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Disponível 24 horas por dia, o serviço oferece acolhimento, orientações e encaminhamento para a rede de proteção em todo o território nacional. A ligação é gratuita e pode ser feita de forma anônima.
Defensoria Pública – 0800 644 5556
O órgão fornece apoio jurídico gratuito e orientação sobre direitos das vítimas. O contato pode ser feito por telefone ou diretamente nas unidades da Defensoria mais próximas.
Atendimento em Guaíba
O município conta com o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Jussara Brito (CRAM), que oferece apoio psicológico, jurídico e social.
Endereço: Rua Santa Catarina, 81, Centro.
Não hesite em buscar ajuda. Existem redes de apoio preparadas para acolher e proteger você.
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