A Polícia Civil de São Paulo identificou o motorista e servidor público Edson Campolongo, de 68 anos, como o principal autor de ao menos 17 ataques a ônibus na capital paulista e em cidades da região metropolitana, como Santo André e São Bernardo. Ele foi levado para depor na manhã desta terça-feira (22) e confessou os crimes.

Servidor da CDHU há mais de 30 anos, Edson alegou durante o interrogatório que cometeu os ataques para “tirar o país do buraco”, mas reconheceu que “fez merda” e que suas ações “não têm nada a ver”, segundo o delegado seccional Domingos Paulo Neto.
Além dele, o irmão, Sergio Aparecido Campolongo, de 56 anos, também foi citado na investigação e teria participado de pelo menos dois ataques. A Polícia Civil já pediu a prisão preventiva de ambos.

Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o caso de Edson difere de outros investigados por se tratar de vandalismo em série. Desde o início da onda de ataques, em 1º de junho, mais de 800 ônibus foram depredados em São Paulo e região metropolitana, segundo dados da SPTrans e da Artesp.
A principal linha de investigação segue apontando para disputas entre sindicatos ou empresas do setor de transporte. Já a hipótese de desafios da internet foi oficialmente descartada.