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Sexta-feira, 09 de Outubro 2026
🚔 Segurança e Justiça

Técnico de enfermagem é preso após denúncias de 14 colegas em hospital de Porto Alegre

Investigado acumula processos por crimes de cunho sexual dentro e fora do ambiente hospitalar

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Técnico de enfermagem é preso após denúncias de 14 colegas em hospital de Porto Alegre
Divulgação/Polícia Civil
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Um técnico de enfermagem foi preso preventivamente na terça-feira (17), em Porto Alegre, em investigação conduzida pela 2ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) da Polícia Civil. O homem é suspeito de praticar importunação sexual contra 14 colegas de trabalho em um hospital da Capital.

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De acordo com a apuração policial, os fatos teriam ocorrido desde agosto do ano passado, período em que o investigado passou a atuar no Hospital Nossa Senhora da Conceição. Relatos de funcionárias foram encaminhados à administração da unidade, que abriu procedimento interno e comunicou o caso às autoridades. O profissional foi afastado das atividades enquanto seguem as apurações.

Conforme a delegada responsável pelo caso, os depoimentos indicam que os episódios ocorreriam em momentos sem a presença de testemunhas. As vítimas relataram a prática de atos de cunho sexual sem consentimento. Parte das mulheres prestou depoimento na esfera administrativa do hospital, enquanto algumas optaram por não formalizar ocorrência policial.

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Entre os relatos, há menções a situações ocorridas durante plantões, principalmente no período noturno. As vítimas descreveram episódios de contato físico não autorizado, incluindo aproximações corporais, tentativas de beijo e abordagens em espaços internos da unidade, como vestiários.

A investigação também identificou registros anteriores envolvendo o mesmo profissional em outros locais de trabalho. Em um dos casos, há denúncia de importunação sexual feita por uma paciente durante atendimento hospitalar em 2023. Esse episódio resultou em indiciamento e denúncia pelo Ministério Público. Há ainda outro inquérito em andamento que apura suspeita de crime contra pessoa vulnerável fora do ambiente hospitalar.

Segundo a Polícia Civil, o investigado negou as acusações no âmbito administrativo, afirmando que as situações foram interpretadas de forma equivocada. Após a prisão, ele optou por não prestar depoimento. A defesa não havia se manifestado até o momento.

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A instituição hospitalar informou que o afastamento do profissional ocorreu no início de janeiro e que o processo administrativo disciplinar está em fase final. A direção também destacou a existência de um setor interno voltado à apuração de condutas, criado para dar andamento a investigações dessa natureza.

A Polícia Civil segue com a apuração para verificar a existência de outros possíveis casos relacionados ao investigado.

Se você está passando por situação de violência, ou conhece alguém que esteja, saiba onde buscar ajuda:

Brigada Militar – 190
Em situações de emergência, o número 190 pode ser acionado a qualquer hora, todos os dias da semana. O atendimento é gratuito e disponível em todo o território do estado.

Polícia Civil
A recomendação é procurar diretamente uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Caso não exista uma unidade específica no município, qualquer delegacia está apta a registrar o boletim de ocorrência e encaminhar pedidos de medidas protetivas.

Delegacia da Mulher de Porto Alegre
Endereço: Rua Professor Freitas e Castro, Palácio da Polícia, bairro Azenha.
Contatos: (51) 3288-2173, 3288-2327, 3288-2172 ou disque 197.

Delegacia Online
Também é possível registrar ocorrências pela internet, por meio da plataforma da Delegacia Online do RS, que permite encaminhar denúncias e solicitar medidas protetivas sem a necessidade de deslocamento físico.

Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Disponível 24 horas por dia, o serviço oferece acolhimento, orientações e encaminhamento para a rede de proteção em todo o território nacional. A ligação é gratuita e pode ser feita de forma anônima.

Defensoria Pública – 0800 644 5556
O órgão fornece apoio jurídico gratuito e orientação sobre direitos das vítimas. O contato pode ser feito por telefone ou diretamente nas unidades da Defensoria mais próximas.

Atendimento em Guaíba
O município conta com o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Jussara Brito (CRAM), que oferece apoio psicológico, jurídico e social.
Endereço: Rua Santa Catarina, 81, Centro.

Não hesite em buscar ajuda. Existem redes de apoio preparadas para acolher e proteger você.

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