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Quarta, 20 de outubro de 2021

Coluna

Abrindo o mês de Setembro, confira os 10 maiores motivos para participar do Movimento Tradicionalista

“Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos”

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Na semana passada foi dado início ao projeto “Sarandeio Farroupilha de Guaíba”, um projeto da Secretaria de Cultura do município em parceria com as entidades tradicionalistas de Guaíba, onde tive a oportunidade de apresentar duas oficinas, um na escola Rio Grande do Sul na sexta-feira (27/08) e outra na escola Breno Guimarães na última terça-feira (31/08), onde muitos anos atrás foi palco do meu início no mundo tradicionalista. Na apresentação abordei a temática: "Por que participar de um CTG?”

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Enquanto pensava como abordar o tema para crianças e jovens adolescentes, lembrei de uma frase, intitulada à Albert Einstein que diz: “Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos.” Partindo disso, considerei o quanto a vivência no tradicionalismo impactou a minha vida além da cultura, assim elaborei, e agora compartilho com você, 10 motivos para participar de um CTG:

1 - Aprendizado histórico e Social do Estado e Município
Calma, eu sei que aprendemos sobre a história do estado e município na escola, ainda no ensino fundamental, no entanto a diferença é que no CTG aprendemos sobre a história de uma forma lúdica. Quando crianças por meio de brincadeiras e danças, quando jovens e adultos muito por meio de coreografias artísticas.  E como sabemos, tudo aquilo que a gente aprende, fazendo, além de muito mais divertido, a aprendizagem é muito mais eficaz.

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2 - Introdução a organização financeiro
Não gosto nem de lembrar dessa parte! Mas verdade seja dita, participar de um CTG tem seus investimentos, portanto, é necessário organização financeira desde muito cedo. Trabalhamos muito com a venda de rifas, jantares e chás, tanto para economizarmos o dinheiro próprio ou dos pais, quanto para auxiliar nos gastos da entidade, quando necessário.

3 - Desenvolvimento e Conhecimento Pessoal
Dentro do CTG foi onde eu descobri muito das minhas aptidões, se hoje eu tenho uma boa comunicação, se deve a desde cedo trabalhar poemas para declamação. Assim como, conheço diversas pessoas que, inclusive, escolheram suas profissões por conta das atividades que tiveram acesso dentro do Movimento, das mais diversas áreas, diga-se de passagem: Educação Física, Biologia, Comunicação, Dança, História e outros.

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4 - Senso Coletivo
Este ponto é, para mim, extremamente relevante. Nossa Carta de Princípios descreve que um dos objetivos do Movimento é “ Facilitar e cooperar com a evolução e o progresso, buscando a harmonia social, criando a consciência do valor coletivo, combatendo o enfraquecimento da cultura comum e a desagregação que daí resulta”.  Portanto, além de aprendermos a ser responsáveis pela sociedade em que somos inseridos, por meio de ações sociais, o próprio grupo, como de danças, nos ensina que não fazemos nada sozinhos, dependemos sempre um dos outros e que o erro de um é, na verdade, um erro de todos.

5 - Atividade Física/Esporte
De acordo com a Biblioteca do Ministério da Saúde: “A OMS define atividade física como sendo qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que requeiram gasto de energia – incluindo atividades físicas praticadas durante o trabalho, jogos, execução de tarefas domésticas, viagens e em atividades de lazer.” Quando tu tiveres um ensaio do tipo DOMINGÃO, vais entender o que quero dizer com atividade física. São horas de ensaios intensos, exigindo muito de nós, aprendendo a controlar a respiração, o cansaço, a ansiedade.

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6 - Amizade
Tenho tantos amigos que conheci dentro de um Centro de Tradições Gaúchas, que nem caberia citar todos aqui, amizades essas que geralmente, perduram para uma vida toda. E assim como eu, o mesmo acontece com outras pessoas que conheço. Ah, inclusive, antes das redes sociais surgirem eu já tinha amigos de outros locais, por conta dos rodeios e festivais.

7 - Valores e Crenças
No Movimento preservamos muitas coisas que estão, aos poucos, sumindo do nosso dia a dia, como a importância da família, dos bons costumes, do respeito ao próximo. Prezamos por uma sociedade mais igualitária e um povo mais humano. Isso, sem dúvida, precisa ser cada vez mais trabalhado, especialmente em nossas crianças, afinal como eu sempre digo, elas são o futuro da nação e também do movimento tradicionalista gaúcho. Esses valores se perpetuam em nossas ações dentro e fora dos galpões.

8 - Viagens
Quantos lugares do Rio Grande do Sul a maioria dos jovens conhece aos 20 anos? Eu não posso responder pelos outros, mas imagino que não foge muito das proximidades da cidade de moradia e um ou outro local específico onde vive algum familiar. Bom, no CTG, isso muda, afinal antes dos 20 eu já conhecia tantos lugares que nem consigo lembrar para descrever. A gente tá, geralmente, cada mês em um rodeio diferente e, logo, uma cidade diferente.  E tchê, é uma experiência incrível!

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9 - Organização institucional e hierarquia
Eu sei, eu sei que isso parece uma coisa extremamente desempolgante, mas pense a longo prazo. A hierarquia sempre vai fazer parte da nossa vida,a exemplo temos quando criança no âmbito familiar, quando adultos no mercado de trabalho. Mas não só isso, as vezes em coisas pequenas e simples.

Portanto, aprender isso desde muito cedo é fundamental para que saibamos como lidar em situações envolvendo essa relação. A gente aprende no CTG como falar, com quem falar e em que momento falar, sendo uma prenda ou peão no ensaio com o instrutor, em bailes ou reuniões com a patronagem e novamente, aprendemos isso de forma natural e leve.
Particularmente, foi fundamental para meu posicionamento profissional nos dias de hoje.

10 - Aproximação familiar
Por fim, mas não menos importante, temos a aproximação familiar, isso porque dentro dos galpões conseguimos reunir do bebê ao vovô. Como tratou muito bem o tema anual do tradicionalismo em 2018: “Unindo Gerações para Construir o Amanhã”. 
Eu fui apresentada ao mundo tradicionalista por meio dos meus avós que em seus anos de “ouro” concorriam em bailes dançando o “chotes figurado”.

Muitos anos depois, era eu, competindo em festivais. Isso trouxe um vinculo tão forte, que perdura após a partida deles do mundo terreno. E nem cheguei a citar, os olhos marejados de minha mãe a cada apresentação minha, mesmo depois de longos anos. Portanto, se você for jovem o que tá esperando? Vem pro galpão também! Se você tiver filhos, apresenta o tradicionalismo para eles. Afinal, o movimento e o mundo clamam por uma geração mais consciente e humanizada. O tradicionalismo pode ajudar!.

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