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Quinta, 22 de abril de 2021

Coluna

As atividades das entidades tradicionalistas em tempo de pandemia

Se nos teus trilhos tem a estação CTG, nada mais justo que a parada aconteça com proteção e consciência

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O primeiro caso confirmado do novo coronavírus no mundo data de 17 de novembro de 2019, em 23 de janeiro de 2020 foi registrado o primeiro caso de Covid-19 no Brasil conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em fevereiro de 2020 a nova doença transmitida pelo novo coronavírus já era um problema mundial, além de se tornar o assunto mais falado entre as pessoas e divulgado pela mídia.

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Menos de um mês depois do primeiro caso no país, mais precisamente dia 20 de março, tudo parou. Fecharam-se as portas de estabelecimentos no país inteiro e nós entramos em uma realidade paralela, um cenário nunca imaginado pelo mundo contemporâneo, embora saibamos que historicamente outras pandemias já ocorreram.

Durante os meses que se seguiram, pelo menos para mim, entre infindáveis horas de Home Office e cafés com a minha mãe, registrei o tempo pelos momentos dedicados aos estudos, jogos de celular; de tabuleiros; domino; adivinhação e também aproveitei para aperfeiçoar as aptidões no truco com William Pereira, que embora não tenha gerado resultados significativos, rendeu boas memórias.

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Mas a verdade é que embora tudo tenha mudado, a vida não parou nos meses que ficamos distantes da nossa rotina, a vida apenas reajustou-se para seguir seu trilho. O que nos manteve sãos foi a arte, o amor e a certeza que tudo vai passar. Aos poucos fomos percebendo as coisas retomarem os lugares de origem, o comércio reabriu, os almoços de tele entrega das entidades tradicionalistas retornaram, os trabalhos voltaram a ser presencial, tudo de acordo com os protocolos estabelecidos e assim em Setembro, no mês do gaúcho, algumas entidades já estavam recomeçando suas atividades, tais como O CTG Porteira Velha de Novo Hamburgo e o CTG Estância da Serra da cidade de Osório, que tiveram a aprovação dos seus planos de contingência seguindo os decretos e cartilha do MTG  de retomada atividades artísticas.

Mais recentemente, os ensaios de invernadas artísticas passaram a compor a área educacional, de acordo com  César Oliveira, vice-presidente de administração e finanças do MTG juntamente com o comitê pós-covid da Secretaria de Cultura do Estado, acarretando na flexibilização para os ensaios em locais com a bandeira na cor laranja e, portanto, embora ainda com criteriosos protocolos  “aumentou-se de 25% pra 50% a ocupação dos espaços de entidades e isso significa, em muitos grupos, o retorno integral de seus membros”.

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A retomada das atividades, em geral, dividiu opiniões, tendo parte da sociedade considerado o momento de se retomar, devido a baixa de casos que necessitam de hospitalizações pela doença e outra argumentando que por conta do isolamento houve a diminuição, logo, melhor seria manter tal medida. Não me parece que nenhuma das duas esteja errada, o que ocorre são visões diferentes de um mesmo ponto. Particularmente, considero que o isolamento gerou os resultados esperados, baixando a “curva de contaminação”, mas a liberação acarretou em algumas extrapolações que mostraram resultados negativos na última semana.

 

 

Assim, após aproximadamente um ano do início da pandemia aqui no estado, tudo mudou novamente e voltamos a viver tempos de isolamento e apreensão, o cenário que se apresenta é o pior vivido até agora, diariamente dobram as lotações de UTI nos hospitais do país, logo, nossa recém chegada retomada das atividades nas entidades tradicionalistas precisou ser suspensa, mas não pense que é momento de ficar esperando o retorno. Afinal tem até um concurso de danças rolando em Guaíba, com o título “Dançando no berço farroupilha” acontece o concurso virtual de danças tradicionalistas e de fandango, sendo a primeira fase, classificatória, que consiste no envio de vídeos de acordo com o regulamento e a fase final que será por “live”. Os pares são nas categorias adulta e familiar.

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Contudo, fato é que já somos sabedores dos protocolos e cuidados individuais para o combate ao vírus, bem como possuímos a capacidade de adaptação. Conseguimos nos ajustar ao isolamento no ano passado e se todos fizermos nossa parte, em breve será hora de voltar a vida, ainda que “fora do normal” para novamente seguir os trilhos que nos cabem.

Se nos teus trilhos tem a estação CTG, nada mais justo que a parada aconteça com proteção e consciência. Aguardamos ansiosos, por ora: “Não te aglomera”.

 


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