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Quarta, 19 de janeiro de 2022

Coluna

Como as empresas devem trabalhar os princípios de Sustentabilidade ESG e Agenda 2030

É fundamental manter um processo de governança com a responsabilidade de decisões sobre as comunidades de entorno

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A adoção pelas empresas de uma Agenda de Estratégias em Sustentabilidade deveria fazer parte de seus processos de qualidade, os quais buscam perpetuar suas marcas num mercado cada vez mais exigente, virtual e em constante transformação. Entretanto, o grande desafio é identificar como implantar ações que garantam o engajamento dos colaboradores, promovam a preservação da biodiversidade, tragam lucro e retorno aos investimentos financeiros e fidelizem clientes. 

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Dessa forma, o “ser sustentável” e manter um processo de governança com a responsabilidade de suas tomadas de decisões sobre as comunidades de entorno é fundamental para as empresas neste mundo pós-pandemia e o ESG (em inglês: Environmental, Social and Governance - Ambiental, Social e Governança) fornece a orientação prática deste processo. 

As aplicações de metodologia ESG podem ser utilizadas em diversas áreas das companhias, independente de tamanho, números de funcionários ou lucros, desde que atendam os três pilares - Ambiental, Social e de Governança - e podem decorrer desde melhoramentos em processos, com inclusão de inovações, até mudança de cultura e valores da empresa.

Contudo, a implantação de uma Agenda de Estratégias em Sustentabilidade é algo maior que o próprio ESG, pois ao estabelecer uma governança pela sustentabilidade a empresa assume um compromisso público, no qual declara estar preocupada tanto com os impactos ambientais que pode gerar, mas, também, que valoriza a diversidade, elimina a discriminação entre as pessoas, promove a equidade de gênero e se preocupa com o combate à corrupção.

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Em outras palavras, o ESG é um olhar mais abrangente sobre a forma tradicional de fazer e gerir negócios, buscando a alavancagem econômica de maneira o mais sustentável possível, justa e amplamente inclusiva, construindo um contrato social com a sociedade e agindo de forma harmônica com o meio ambiente. Aqui destaca-se a Agenda 2030 da ONU, a qual apresenta as principais diretrizes que governos, empresas, sociedade civil, entidades filantrópicas e cidadãos comuns, entre outros, devem se orientar para conjuntamente tornar o mundo um lugar melhor, respeitando o Tripé da Sustentabilidade: buscando desenvolvimento econômico, preservação da biodiversidade e segurança social das pessoas.

Na prática, a Agenda 2030 é uma declaração global, assinada em setembro de 2015 por 193 Estados-membros, de que tudo faz parte de um planeta inteligente, cuja manutenção da vida depende de ações que estejam interconectadas, a nível local, regional e global.

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Lembrando que a Agenda 2030 é formada por 17 ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que são desmembrados em 169 metas de ação global para alcance até 2030, abrangendo as dimensões ambiental, econômica e social do desenvolvimento sustentável, de forma integrada e inter-relacionada e pela sua abrangência, importância e complexidade,vem sendo considerada o “grande plano” para um futuro sustentável da humanidade, de forma que as empresas devem fazer parte desse processo global. Para saber mais sobre o assunto, acesse: https://odsbrasil.gov.br/

Uma empresa poderá ser signatária de apenas um ODS, assim como, também poderá adotar em sua Agenda de Estratégias em Sustentabilidade outras práticas que promovam as ações relacionadas a outros ODS, enriquecendo seu compromisso social com a sociedade e com o planeta. Não é a quantidade de ODS adotados que importam, mas a qualidade das ações que estão sendo implantadas para que sejam atendidas as diretrizes da Agenda de Estratégia em Sustentabilidade da empresa.

Um importante destaque às empresas quando a adoção dos ODS não exclui a implantação das práticas de ESG e vice-versa, já que são ações que se complementam e devem ser trabalhadas em conjunto. Os ODS reforçam a necessidade de implantação das práticas de ESG nas instituições privadas, como a questão de gênero, a saúde do colaborador, as mudanças climáticas, a qualidade da água, a reciclagem e tratamento de resíduos, o trabalho decente, a preservação da biodiversidade, etc.

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As estratégias das empresas podem e devem basear-se nos ODS para conduzir e relatar as suas estratégias e atividades, ampliando oportunidades de negócios futuros, e quando uma empresa concorda com a implantação de critérios de ESG, significa que esta  programa-se para inserir ações, posturas e a cultura de sustentabilidade, além da existência de uma preocupação com uma gestão horizontal e humanizada e uma conduta mais ética e transparente em relação aos “multistakeholders”, sejam eles os clientes diretos e indiretos, não clientes, acionistas, colaboradores, comunidade, sociedade civil, entre outros. 

Os ODS são esforços que exigem uma ação entre muitos atores, mas as empresas têm papel essencial na construção de uma agenda que crie novas oportunidades de negócios, ao mesmo tempo que valorize as pessoas e cuide do planeta. Neste contexto, adotar uma Agenda de Estratégias em Sustentabilidade, tendo como plano de fundo os ODS da Agenda 2030 da ONU, permitirá uma melhor e maior abrangência dos temas tratados, inserindo a empresa no contexto das grandes discussões sobre sustentabilidade, a nível regional e internacional.

As estratégias das empresas precisam ser repensadas e rearticuladas para basear seus planos de negócio presentes e futuros nos ODS, a fim de conduzir e relatar as suas estratégias e atividades, ampliando oportunidades de negócios, entregando soluções inovadoras e transformadoras, as quais serão cada vez mais necessárias e crescentes no mundo “pós-pandemia”.

Mas e o setor público, também pode adotar uma Agenda de Estratégias em Sustentabilidade, utilizando-se dos ODS e de ESG? A resposta é sim, porém fazer isso demandará o cumprimento do básico em relação aos conceitos aplicados na prática, muito estudo dos gestores e do  compromisso do grupo técnico de prefeituras, estados e União, assim como uma dinâmica nova para gerir com transparência os recursos públicos. Será dificil, mas não impolssível. Basta vontade, gestão responsável e transparência.



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