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Quinta, 23 de setembro de 2021

Coluna

Reclamar da má qualidade dos serviços públicos é uma coisa, ofender servidor público é outra

A liberdade de expressão encontra a sua fronteira quando ofende a honra individual ou coletiva de outrem

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De acordo com a nossa Constituição Federal, os serviços públicos são bens essenciais para a sobrevivência básica da sociedade, desse modo, são considerados direitos fundamentais, como o acesso ao saneamento básico, saúde, educação, assistência social, energia elétrica, água potável, segurança, iluminação pública e até mesmo áreas de convivências, como são os parques e as praças públicas.

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Para cada um desses serviços, existe por trás toda uma estrutura de capital humano e uma série de equipamentos, ferramentas e aparato tecnológico para que seja possível a prestação e o fornecimento dos serviços, onde o destinatário, ou seja, o recebedor possa aproveitar e usufruir.

O que acontece é que na maioria das vezes, grande parte da população não recebe os serviços públicos com qualidade, haja vista as inúmeras ruas cheias de buracos, mal pavimentadas e desniveladas, causando sérios prejuízos econômicos para quem trafega com os seus automóveis.

Infelizmente, a população tem motivos de sobra para exigir e reclamar de diversos serviços públicos essenciais, pois estão no seu direito de exercer a cidadania, porém, é importante que fique bem claro que há limites dos limites, e a liberdade de expressão encontra a sua fronteira quando ofende a honra individual ou coletiva de outrem. Explico.

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Reclamar da péssima prestação dos serviços públicos não é o mesmo, e nem deve ser, desrespeitar um funcionário público ou uma categoria, que por sinal, também é um trabalhador.

Atualmente, parece que virou normal tentar ganhar popularidade ofendendo o outro, isso mostra o quanto somos evoluídos ou atrasados como civilização, na medida em que por trás de um ofensor existe um público que o aplaude.

Portanto não confunda lutar por direitos e por justiça com o mesmo que ofender servidores públicos de carreira, onde ingressaram pela porta da frente através de concurso público e provas de títulos e ainda por cima não são valorizados e tentam manter a máquina pública com péssimas condições de trabalho.

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Precisamos entender, como civilização não atrasada, que os nossos verdadeiros MITOS são aqueles que limpam no final da tarde as ruas, aqueles que cuidam a comunidade na prevenção da dengue e endemias, aos nossos professores e tantas outras categorias dos serviços públicos que são tão essenciais para o nosso bem estar coletivo.

Nesse sentido, não aplauda e nem ovacione que a pretexto de querer se mostrar como “voz da justiça”, tenta atingir popularidade desrespeitando trabalhadores públicos.

A sociedade precisa entender que se os serviços públicos não são oferecidos com qualidade para o cidadão, o culpado não é o pobre funcionário público, que está na base da pirâmide, mas a classe política, seja o executivo ou o legislativo, que está no topo da pirâmide, porque é a classe política que define como será a regra do jogo.


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