A morte do escrivão da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul Daniel Abreu Mendes voltou ao centro do debate público após a divulgação de que a defesa do adolescente acusado de matá-lo ingressou com ação de indenização por danos morais contra o Estado.
Daniel tinha 40 anos e foi baleado durante uma operação policial realizada em 21 de janeiro de 2025, na cidade de Butiá, contra uma organização criminosa. Segundo relatos, o disparo foi efetuado por um adolescente de 17 anos, que possuía antecedentes por homicídio e tráfico de drogas.
Natural de Brasília, o escrivão deixou esposa e filha. Colegas o descrevem como profissional vocacionado, dedicado ao trabalho, praticante de jiu-jitsu e amante da música. Ele estava lotado na Delegacia de Guaíba, onde sua ausência ainda é sentida.
De acordo com a manifestação pública assinada pela delegada Karoline Plocharski Calegari, a defesa do adolescente pede R$ 68.310,00 por supostos excessos policiais. Conforme citado no texto, o laudo pericial aponta duas lesões no jovem, sendo a maior uma escoriação de 12 milímetros no joelho.
No posicionamento, a delegada questiona a iniciativa judicial e levanta reflexões sobre os impactos do caso para a família do policial e para os colegas de corporação.
O caso reacende discussões sobre responsabilidade penal de adolescentes, atuação policial em confrontos armados e os desdobramentos judiciais envolvendo operações contra organizações criminosas.
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