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Domingo, 19 de Abril 2026

🚔 Segurança e Justiça

Dentista é preso após mulher denunciar quatro meses de cárcere privado e violência

Mulher fugiu para o RS, denunciou agressões e afirmou ter sido obrigada a fazer 10 tatuagens com o nome do suspeito

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Dentista é preso após mulher denunciar quatro meses de cárcere privado e violência
Divulgação/Polícia Civil
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A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (14), em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, um dentista de 40 anos investigado por crimes praticados contra a companheira, de 39 anos. Entre os fatos apurados estão suspeitas de cárcere privado, lesão corporal, ameaça, dano e violência psicológica. A ação integrou a Operação Ötzi, realizada em conjunto por agentes do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

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Segundo a investigação, o casal residia em Itapema, onde o homem também mantém consultório odontológico. Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça e cumpridos por equipes da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Esteio e da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Itapema.

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De acordo com a apuração policial, a mulher relatou ter permanecido por aproximadamente quatro meses sob restrição de liberdade dentro da residência. Conforme o depoimento, ela não podia sair sozinha, mantinha contato limitado com familiares e teria sido submetida a controle constante da rotina.

O caso passou a ser investigado após a vítima deixar o imóvel no início de abril e buscar atendimento no Rio Grande do Sul. O primeiro registro policial foi feito em 3 de abril, na Delegacia de Pronto Atendimento de Canoas. Posteriormente, novo depoimento foi prestado na DEAM de Esteio, onde a mulher apresentou detalhes sobre os fatos relatados.

Ainda conforme a investigação, o suspeito teria retido o telefone celular da companheira, restringido acesso à internet e promovido isolamento social. A polícia também informou que a vítima apresentava lesões pelo corpo e declarou ter sofrido agressões recorrentes, além de ameaças.

Outro ponto incluído no inquérito é a informação de que a mulher teria sido coagida a realizar dez tatuagens com o nome do investigado em diferentes partes do corpo, incluindo o pescoço.

A fuga, segundo o relato prestado à polícia, ocorreu após o homem ingerir medicamento para dormir. Com auxílio de terceiros, a vítima deixou Santa Catarina sem levar pertences pessoais nem o veículo do casal.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam duas armas de fogo, aparelhos eletrônicos e outros materiais que serão analisados no decorrer da investigação. Os bens pertencentes à vítima, incluindo o automóvel, foram localizados e restituídos.

As autoridades também informaram que o investigado possui registros anteriores envolvendo ex-companheiras em Santa Catarina. Conforme a Polícia Civil, há relatos semelhantes de controle, ameaças, agressões e restrição de liberdade.

A prisão preventiva foi solicitada diante do risco de reiteração criminosa e da gravidade dos fatos apontados no inquérito. Em interrogatório, o suspeito exerceu o direito de permanecer em silêncio. O caso segue sob investigação.

Se você está passando por situação de violência, ou conhece alguém que esteja, saiba onde buscar ajuda:

Brigada Militar – 190
Em situações de emergência, o número 190 pode ser acionado a qualquer hora, todos os dias da semana. O atendimento é gratuito e disponível em todo o território do estado.

Polícia Civil
A recomendação é procurar diretamente uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Caso não exista uma unidade específica no município, qualquer delegacia está apta a registrar o boletim de ocorrência e encaminhar pedidos de medidas protetivas.

Delegacia da Mulher de Porto Alegre
Endereço: Rua Professor Freitas e Castro, Palácio da Polícia, bairro Azenha.
Contatos: (51) 3288-2173, 3288-2327, 3288-2172 ou disque 197.

Delegacia Online
Também é possível registrar ocorrências pela internet, por meio da plataforma da Delegacia Online do RS, que permite encaminhar denúncias e solicitar medidas protetivas sem a necessidade de deslocamento físico.

Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Disponível 24 horas por dia, o serviço oferece acolhimento, orientações e encaminhamento para a rede de proteção em todo o território nacional. A ligação é gratuita e pode ser feita de forma anônima.

Defensoria Pública – 0800 644 5556
O órgão fornece apoio jurídico gratuito e orientação sobre direitos das vítimas. O contato pode ser feito por telefone ou diretamente nas unidades da Defensoria mais próximas.

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Atendimento em Guaíba
O município conta com o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Jussara Brito (CRAM), que oferece apoio psicológico, jurídico e social.
Endereço: Rua Santa Catarina, 81, Centro.

Não hesite em buscar ajuda. Existem redes de apoio preparadas para acolher e proteger você.

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