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Terça-feira, 19 de Maio 2026

🏭 Economia e Negócios

Empresa protocola pedido de licença ambiental para projeto de data centers em Eldorado do Sul

Primeira fase prevê R$ 3 bilhões em investimentos; plano completo pode alcançar US$ 300 bilhões conforme demanda por processamento de dados

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Empresa protocola pedido de licença ambiental para projeto de data centers em Eldorado do Sul
Reprodução/Scala
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A Scala deu início à etapa de licenciamento ambiental para o projeto de data centers previsto para Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O pedido de Licença Prévia foi protocolado junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), órgão responsável por avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento no âmbito estadual.

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A Licença Prévia é a primeira fase do processo ambiental. Caso seja concedida, o projeto ainda deverá passar por outras etapas antes do início das obras, incluindo a Licença de Instalação, também de competência estadual. Além disso, a empresa deverá buscar as autorizações municipais necessárias para a implantação da estrutura.

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O projeto prevê, em sua primeira fase, investimento de R$ 3 bilhões. Segundo informações apresentadas pela empresa, o plano de expansão considera a possibilidade de formação de um complexo de data centers, com aporte total estimado em até US$ 300 bilhões, caso haja demanda de mercado por processamento e armazenamento de dados. O pedido de licenciamento protocolado contempla o projeto em sua totalidade.

A escolha de Eldorado do Sul está relacionada à infraestrutura de energia disponível no município. A área conta com uma subestação que havia sido instalada no período em que o Estado articulava a vinda da Ford para a região, projeto que não se concretizou. O fornecimento de energia é um dos pontos centrais para a operação de data centers, que exigem consumo contínuo e em grande escala.

De acordo com o vice-presidente da Scala, Luciano Fialho, a empresa tem interesse em utilizar energia renovável e avalia alternativas para o abastecimento do empreendimento. A geração próxima ao local, dentro do Rio Grande do Sul, é uma das possibilidades consideradas, mas a compra de energia de projetos localizados em outros Estados também poderá ocorrer.

A previsão informada pela empresa é iniciar as obras em 2027, desde que as licenças e autorizações sejam obtidas. A operação da primeira fase está projetada para 2028.

O projeto também entrou na pauta do setor industrial gaúcho. A direção da Scala realizou uma apresentação ao Conselho de Inovação e Tecnologia da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), coordenado por Marcus Coester. O grupo avalia formas de apoio institucional ao empreendimento e deve elaborar um plano de ação para ser encaminhado à presidência da entidade.

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A implantação do complexo, caso avance, poderá inserir a Região Metropolitana em uma cadeia ligada à infraestrutura digital, energia, tecnologia e serviços de suporte. O andamento do projeto, no entanto, dependerá da análise ambiental, das etapas de licenciamento, da disponibilidade de energia e da demanda do mercado por capacidade de processamento de dados.

FONTE/CRÉDITOS: Contém informações da coluna de Giane Guerra em GZH.
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