A defesa da IR Farmácias II Ltda., empresa responsável pela unidade Agafarma Santa Rita, em Guaíba, concedeu entrevista exclusiva à TVGO para apresentar o posicionamento da empresa sobre a investigação que apura a morte da aposentada Jane Garske Vieira Alves, de 68 anos, e a suposta venda de um medicamento de controle especial sem retenção de receita médica.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil após familiares da idosa relatarem que ela teria adquirido o medicamento opioide Dimorf 30 mg sem apresentar a receita exigida pela legislação. A família também sustenta que, após a ingestão do medicamento, Jane não despertou mais. A causa da morte segue sob investigação.
Em reportagem publicada anteriormente, foi informado que a Polícia Civil apurava duas frentes principais: a eventual comercialização irregular do medicamento e a possibilidade de relação entre seu uso e o falecimento da paciente. Na ocasião, a autoridade policial também informou que havia solicitado à farmácia a apresentação de documentos referentes às compras realizadas pela idosa.
Durante a entrevista à TVGO, os advogados da empresa apresentaram uma nota oficial de esclarecimento na qual afirmam que a farmácia vem colaborando com a investigação desde o início e que os documentos requisitados já foram encaminhados às autoridades competentes. Segundo a defesa, a empresa compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia em 15 de julho, antes mesmo de qualquer intimação formal, recebeu o ofício da Polícia Civil em 16 de julho e encaminhou a resposta acompanhada da documentação solicitada no dia 17 de julho.
Ainda conforme a manifestação, a empresa informa que opta por não comentar aspectos relacionados ao mérito da investigação enquanto o procedimento policial estiver em andamento, afirmando que continuará colaborando com as autoridades responsáveis pelas apurações. Também reafirma seu compromisso com o cumprimento da legislação sanitária referente à dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial.
A defesa também sustenta que a reportagem inicialmente publicada não contemplou todas as informações e documentos que já haviam sido encaminhados à Polícia Civil e afirma que o procurador jurídico da empresa não foi procurado antes da publicação da matéria. Segundo a nota, essa circunstância teria resultado em uma divulgação considerada incompleta dos fatos.
A investigação da Polícia Civil permanece em andamento e deverá definir, com base nos elementos reunidos, se houve irregularidade na comercialização do medicamento e se existe nexo entre o uso da substância e a morte da idosa.
Nota oficial de esclarecimento
NOTA OFICIAL DE ESCLARECIMENTO À IMPRENSA E À SOCIEDADE
A IR Farmácias II Ltda. informa que lamenta o falecimento de Jane Garske Vieira Alves e manifesta solidariedade aos familiares. A empresa afirma que a reportagem inicialmente divulgada não contemplou integralmente os fatos e os documentos já apresentados às autoridades competentes, além de informar que seu procurador jurídico não foi procurado antes da publicação da matéria.
Segundo a nota, a empresa compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia em 15 de julho de 2026, recebeu o ofício requisitando informações em 16 de julho e encaminhou resposta formal acompanhada da documentação solicitada em 17 de julho, reafirmando que permanece à disposição da Polícia Civil para quaisquer esclarecimentos adicionais.
A empresa informa ainda que, por se tratar de investigação em andamento, não fará comentários sobre o mérito dos fatos, reiterando seu compromisso com o cumprimento da legislação sanitária e com a colaboração junto às autoridades. Também comunica que buscará a atualização das informações divulgadas na imprensa para que, segundo a nota, o público tenha acesso ao andamento completo das apurações.
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