Aguarde, carregando...

Terça-feira, 08 de Setembro 2026
🎨 Cultura e Arte

Um “navio fantasma” está no fundo do Guaíba e milhares passam por ele todos os dias sem saber

Presiganga funcionou como presídio flutuante no século XIX e teve ligação com a Revolução Farroupilha. Pesquisas apontaram uma estrutura submersa na região, mas ainda não há confirmação de que os vestígios sejam da antiga embarcação.

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Um “navio fantasma” está no fundo do Guaíba e milhares passam por ele todos os dias sem saber
Foto: imagens ilustrativas geradas por inteligência artificial
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Uma história pouco conhecida de Porto Alegre pode estar escondida sob as águas do Guaíba. Trata-se do Presiganga, antiga embarcação utilizada como presídio flutuante no século XIX e que teve participação em acontecimentos ligados à Revolução Farroupilha.

Segundo material divulgado pela Prefeitura de Porto Alegre, o navio teria permanecido na região entre as décadas de 1830 e 1860. Depois desse período, a embarcação praticamente desapareceu dos registros, mapas e da memória da cidade.

O Presiganga ficou marcado pelas condições precárias enfrentadas pelos prisioneiros. Os detentos eram levados por alçapões até um porão escuro, úmido e parcialmente inundado. Conforme os registros históricos apresentados, em determinados pontos a água chegava aos joelhos.

Leia Também:

A embarcação também esteve relacionada aos conflitos da Revolução Farroupilha. Quando os farroupilhas controlavam Porto Alegre, prisioneiros imperiais eram mantidos no navio. Com a retomada da capital pelas forças imperiais, revolucionários passaram a ocupar o mesmo espaço.

Entre os personagens relacionados à história está Manuel Marques de Souza, que mais tarde ficaria conhecido como Conde de Porto Alegre. Preso no Presiganga, ele teria articulado uma rede de comunicação com chefes imperiais que permaneciam em liberdade. A movimentação contribuiu para a reação que permitiu aos imperiais retomarem Porto Alegre.

Após o episódio, Marques de Souza escapou e se tornou uma das figuras importantes daquele período. Com o passar das décadas, entretanto, o próprio destino do Presiganga se tornou um mistério.

Estrutura foi localizada no fundo do Guaíba

Em 2020, uma pesquisa realizada por Marlon Borges Pestana apontou a possível existência de uma estrutura submersa no Guaíba. Dois anos depois, uma expedição com participação do mergulhador Geraldo Senna e de Flávio Ramires, comandante do Cisne Branco, investigou a área.

O sonar identificou uma grande estrutura submersa na região. Apesar da descoberta despertar a hipótese de que os vestígios possam pertencer ao antigo Presiganga, o material disponível não permite confirmar definitivamente a identificação da embarcação.

A estrutura estaria nas proximidades da Ponte do Guaíba, a cerca de 150 metros, conforme divulgado pela Prefeitura.

Assim, quase dois séculos depois, o destino do antigo presídio flutuante permanece cercado de dúvidas. A estrutura encontrada mantém viva a possibilidade de que parte dessa história ainda esteja preservada no fundo do Guaíba, à espera de novas pesquisas capazes de esclarecer sua origem.

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR