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Terça-feira, 08 de Setembro 2026
🏥 Saúde

Homem vive 271 dias sem diálise após receber rim de porco geneticamente modificado

Procedimento foi realizado pela equipe do médico brasileiro Leonardo Riella, professor da Harvard Medical School. Após nove meses com o órgão suíno, paciente recebeu um rim humano.

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Homem vive 271 dias sem diálise após receber rim de porco geneticamente modificado
Foto: Reprodução/Kate Flock/Massachusetts General Hospital
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Um paciente com insuficiência renal terminal conseguiu permanecer 271 dias sem precisar de diálise após receber o transplante de um rim de porco geneticamente modificado. O procedimento foi realizado pela equipe liderada pelo brasileiro Leonardo Riella, professor da Harvard Medical School.

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O paciente, Tim Andrews, de 66 anos, havia passado cerca de um ano e meio dependente de diálise e chegou a utilizar cadeira de rodas. Após o xenotransplante, ele conseguiu retomar atividades do cotidiano enquanto o órgão suíno desempenhava a função renal.

O rim geneticamente modificado permaneceu funcionando por aproximadamente nove meses, mas posteriormente precisou ser retirado devido a uma reação do sistema imunológico.

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Segundo as informações divulgadas, Andrews desenvolveu uma infecção bacteriana durante o período. Por causa da infecção, houve redução dos medicamentos imunossupressores utilizados para evitar a rejeição, o que levou o organismo a atacar o órgão transplantado.

Após a retirada do rim suíno, o paciente voltou a aguardar por um transplante convencional. Oitenta e dois dias depois, recebeu um rim humano, que segue funcionando sem sinais de rejeição.

Avanço para o xenotransplante

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O caso é considerado um avanço nas pesquisas envolvendo o xenotransplante, técnica que estuda a utilização de órgãos de animais geneticamente modificados em seres humanos.

A modificação genética busca tornar os órgãos animais mais compatíveis com o organismo humano e diminuir o risco de rejeição pelo sistema imunológico.

De acordo com Riella, a expectativa é que, com o avanço das pesquisas, a técnica possa se tornar uma alternativa para pacientes com insuficiência renal nos próximos cinco anos, inicialmente funcionando como uma ponte enquanto o paciente aguarda por um órgão humano.

A longo prazo, os pesquisadores esperam que o desenvolvimento dos xenotransplantes possa ajudar a reduzir a dependência de órgãos humanos para transplantes e ampliar as possibilidades para pacientes que enfrentam longas filas de espera.

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