Mais de um dia após o crime que chocou Encantado e a região, o homem apontado como principal suspeito da morte de Alice Nitz, de 14 anos, ainda não foi localizado pelas forças de segurança.
A adolescente foi morta a facadas na segunda-feira (17), no bairro Jardim do Trabalhador. O principal suspeito é o ex-padrasto da vítima, que, conforme as informações repassadas à investigação, teria admitido a autoria do crime a um familiar antes de fugir.
A Polícia Civil mantém o feminicídio como principal linha de investigação, mas outras possibilidades também são analisadas no decorrer das apurações. As buscas pelo suspeito continuam.
Alice era conhecida pelo envolvimento com esporte e tradicionalismo
Enquanto a investigação avança, começam a aparecer relatos que ajudam a revelar quem era Alice para além da violência que interrompeu sua vida.
Aos 14 anos, a adolescente era descrita por pessoas próximas como uma menina alegre, envolvida com a escola, o esporte e a cultura tradicionalista.
Alice estudava na Escola Estadual de Ensino Fundamental Jardim do Trabalhador desde a educação infantil. No ambiente escolar, também participou de atividades ligadas ao tradicionalismo e, no ano passado, chegou a auxiliar diretamente na organização e condução de ensaios da escola.
A relação com a cultura gaúcha também fazia parte da convivência familiar. Alice compartilhava com os três irmãos o interesse pelo tradicionalismo.
Futsal era uma das paixões da adolescente
Outra presença importante na vida de Alice era o esporte. A adolescente integrava o Fênix FC Futsal Feminino, equipe onde era lembrada não apenas pela atuação dentro da quadra, mas também pelos laços de amizade construídos com as companheiras.
Após a morte da jovem, o clube publicou uma homenagem nas redes sociais. A equipe descreveu Alice como uma menina de sorriso fácil, alegre e capaz de levar sua energia para o vestiário.
Para as colegas, a importância da adolescente ultrapassava o desempenho esportivo. Alice era também amiga e companheira de equipe.
Investigação continua
A Polícia Civil segue trabalhando para localizar o principal suspeito e esclarecer as circunstâncias do assassinato.
O caso provocou comoção em Encantado, especialmente entre familiares, amigos, colegas de escola, professores e integrantes do meio esportivo e tradicionalista que conviviam com Alice.
Enquanto as forças de segurança procuram respostas, a comunidade também se mobiliza para preservar a memória da adolescente.
Alice tinha 14 anos e uma trajetória marcada pela escola, pelo futsal, pelo tradicionalismo e pela convivência com familiares e amigos. Sua história, para aqueles que a conheciam, vai muito além da forma brutal como sua vida foi interrompida.
A investigação permanece em andamento, e eventuais novas informações sobre o caso deverão ser confirmadas pelas autoridades responsáveis.
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