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Segunda-feira, 05 de Outubro 2026
🏭 Economia e Negócios

Governo Federal eleva imposto do cigarro para bancar querosene e biodiesel

Ministro do Planejamento, Bruno Moretti afirmou que a meta de déficit zero não será alterada

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Governo Federal eleva imposto do cigarro para bancar querosene e biodiesel
Washington Costa/MF
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O governo federal anunciou a elevação da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre cigarros, que passará de 2,25% para 3,5%. Com a mudança, o preço mínimo do maço deve subir de R$ 6,50 para R$ 7,50. A estimativa da equipe econômica é arrecadar aproximadamente R$ 1,2 bilhão em um período de dois meses.

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A medida foi apresentada como forma de compensar a redução de tributos sobre combustíveis. O governo decidiu zerar as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre o querosene de aviação (QAV) e o biodiesel. No caso do QAV, a previsão é de redução de cerca de R$ 0,07 por litro, com impacto fiscal estimado em R$ 100 milhões mensais.

Durante o anúncio, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que aumentos anteriores na tributação de cigarros não resultaram em mudanças relevantes no consumo nem em crescimento significativo da arrecadação.

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Além do reajuste no IPI, o governo aponta outras fontes de receita para compensar os efeitos fiscais das medidas. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, informou que a arrecadação com royalties do petróleo foi revista para cima em R$ 16,7 bilhões para 2026. A projeção considera a elevação de cerca de 40% no preço internacional do petróleo desde o início do conflito no Oriente Médio.

Também integram a estratégia a manutenção da alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo, instituída em março, o aumento da arrecadação de tributos sobre empresas do setor de combustíveis e receitas provenientes de leilões na camada do pré-sal.

Segundo o governo, o conjunto de ações busca reduzir os efeitos da alta dos combustíveis sobre a economia e, ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio das contas públicas. A previsão oficial para este ano indica superávit primário de R$ 3,5 bilhões quando excluídos precatórios e despesas fora do arcabouço fiscal. Considerando todos os gastos, a estimativa passa a um déficit primário de R$ 59,8 bilhões.

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O resultado primário corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo, sem incluir o pagamento de juros da dívida pública. De acordo com o Ministério da Fazenda, as medidas de aumento de arrecadação devem compensar integralmente os custos das ações adotadas para conter o impacto dos combustíveis.

FONTE/CRÉDITOS: Contém informações da Agência Brasil

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