A produção de azeite de oliva no Rio Grande do Sul alcançou o maior volume da série histórica em 2026. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) mostram que o Estado produziu 1,17 milhão de litros durante a safra deste ano, superando em mais de duas vezes o recorde anterior, de 580 mil litros, registrado em 2023.
O desempenho também levou o Brasil a atingir sua maior produção de azeite de oliva já contabilizada, com cerca de 1,4 milhão de litros. O Rio Grande do Sul concentrou aproximadamente 82% desse total, mantendo a liderança nacional na atividade.
Segundo informações do Programa Estadual de Desenvolvimento da Olivicultura (Pró-Oliva), vinculado à Secretaria da Agricultura, o resultado é consequência da combinação entre condições climáticas favoráveis durante o ciclo produtivo, da entrada em produção de novos pomares e do avanço das técnicas de manejo desenvolvidas para as características de solo e clima do Estado.
De acordo com o coordenador do Pró-Oliva, Paulo Lipp, o setor passou por um processo de adaptação tecnológica ao longo dos últimos anos. Inicialmente, o cultivo utilizava modelos baseados na experiência de países produtores, mas o desenvolvimento de práticas específicas para a realidade gaúcha contribuiu para o aumento da produtividade dos olivais.
Outro fator apontado é o crescimento da área cultivada. Atualmente, o Rio Grande do Sul possui cerca de 6,5 mil hectares destinados ao cultivo de oliveiras. Desse total, aproximadamente 20% dos pomares ainda são considerados jovens e não atingiram seu potencial máximo de produção, já que parte das árvores possui menos de dez anos de idade. A expectativa do setor é de que a produção continue aumentando à medida que essas plantações avancem para a fase de maior rendimento.
Para a Secretaria da Agricultura, o resultado representa a consolidação da cadeia produtiva da olivicultura no Estado, estruturada nas últimas décadas com participação de produtores, instituições de pesquisa, entidades representativas e órgãos públicos. Além do crescimento do volume produzido, o setor também registra reconhecimento em concursos internacionais voltados à qualidade do azeite de oliva.
A vice-presidente do Ibraoliva, Solange Neves, afirma que um dos próximos desafios é ampliar o consumo do azeite produzido no país. Segundo a entidade, a produção nacional ainda representa uma parcela pequena diante da demanda brasileira, que continua sendo atendida majoritariamente por produtos importados.
Produção brasileira de azeite de oliva em 2026
- Rio Grande do Sul: 1,17 milhão de litros;
- Região da Mantiqueira: 250 mil litros;
- Santa Catarina: 10 mil litros;
- Paraná: 2,5 mil litros;
- Espírito Santo: 1,5 mil litros.
Com o desempenho registrado nesta safra, o Rio Grande do Sul mantém a posição de principal produtor de azeite de oliva do país e amplia a diferença em relação aos demais estados produtores.
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