As internações por doenças respiratórias apresentaram crescimento em Porto Alegre na primeira semana de junho. Dados divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde apontam que 329 pessoas precisaram de atendimento hospitalar em leitos de enfermaria e de terapia intensiva (UTI) entre os dias 1º e 7 de junho, número 12,3% superior ao registrado na semana anterior, quando foram contabilizadas 293 hospitalizações.
O aumento foi observado em diferentes faixas etárias, com maior impacto entre os adultos. Nesse grupo, as internações passaram de 139 para 162 casos no período analisado, o que representa uma elevação de 16,5%. Entre crianças e adolescentes, os registros subiram de 154 para 167 internações, correspondendo a um crescimento de 8,4%.
Os números consideram exclusivamente pacientes que necessitaram de internação em enfermarias ou UTIs em decorrência de doenças respiratórias. O indicador não inclui os atendimentos realizados em serviços de emergência, que funcionam como porta de entrada para avaliação médica, realização de exames e observação clínica.
A demanda por atendimento também tem impactado as emergências hospitalares da Capital. Na noite de terça-feira (9), o Hospital de Clínicas atendia 125 pacientes em uma estrutura com 46 vagas destinadas à emergência adulta. Na Santa Casa, eram 59 pacientes para 28 vagas operacionais. Já no Hospital Conceição, 84 pessoas recebiam atendimento em um setor projetado para 51 vagas.
Diante do aumento da procura pelos serviços de saúde, as instituições orientam que pessoas com sintomas respiratórios leves busquem inicialmente atendimento em unidades básicas de saúde ou pronto atendimentos, deixando as emergências para situações que exijam assistência imediata.
O crescimento das internações ocorre em um contexto de maior circulação de vírus respiratórios no Rio Grande do Sul. Conforme o mais recente boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Estado está entre as unidades da federação que apresentam tendência de aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas seis semanas.
De acordo com o levantamento, o avanço dos casos está relacionado principalmente à circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), além da Influenza A e do rinovírus. Porto Alegre também figura entre as capitais classificadas em níveis de alerta, risco ou alto risco para ocorrência de SRAG, segundo o monitoramento nacional da Fiocruz.
A expectativa é de que um novo boletim epidemiológico com dados atualizados sobre a circulação de vírus respiratórios no país seja divulgado pela fundação nos próximos dias.
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