Na segunda-feira (23), foram exumados, no Cemitério Parque das Primaveras I, em Guarulhos (SP), os restos mortais dos integrantes da banda Mamonas Assassinas, mortos em acidente aéreo ocorrido em 2 de março de 1996. A medida integra um acordo firmado entre as famílias dos músicos para a cremação dos corpos, quase três décadas após a tragédia.
Durante o procedimento, familiares relataram ter encontrado preservada a jaqueta pertencente a Alecsander Alves, conhecido como Dinho, vocalista do grupo. Segundo Jorge Santana, primo do cantor e responsável pela gestão da marca ligada à banda, a peça estava separada dos restos mortais e deverá passar por tratamento específico antes de eventual exposição pública em um memorial.
A decisão pela cremação prevê que parte das cinzas seja destinada ao plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, município onde os músicos residiam. O projeto inclui a instalação de totens com QR Codes junto às árvores, permitindo acesso a conteúdos digitais como fotos, vídeos e registros da trajetória artística do grupo. De acordo com os familiares, os túmulos permanecerão no local e continuarão disponíveis para visitação.
O acidente que vitimou os integrantes da banda ocorreu na noite de 2 de março de 1996, quando a aeronave que transportava os músicos, integrantes da equipe técnica, o piloto e o copiloto colidiu contra a Serra da Cantareira. Todas as pessoas a bordo morreram.
Na ocasião, a despedida reuniu cerca de 30 mil pessoas no Ginásio Paschoal Thomeu, em Guarulhos. O cortejo até o cemitério foi acompanhado por mais de 100 mil pessoas, conforme estimativas divulgadas à época.
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