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Quinta-feira, 16 de Abril 2026

🚔 Segurança e Justiça

Ligue 180 registra 155 mil denúncias de violência contra mulheres em 2025; maioria ocorreu dentro de casa

Dados divulgados pelo Ministério das Mulheres mostram aumento de 17,4% nas denúncias, com registros diários recorrentes e predominância de casos em ambiente doméstico

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Ligue 180 registra 155 mil denúncias de violência contra mulheres em 2025; maioria ocorreu dentro de casa
Rovena Rosa/Agência Brasil
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A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 contabilizou 155.111 denúncias de violência contra mulheres em todo o país ao longo de 2025, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério das Mulheres. O volume representa crescimento de 17,4% em relação ao ano anterior e corresponde a uma média de 425 denúncias por dia.

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Além das denúncias, o serviço registrou 1.088.900 atendimentos no período, cerca de 3 mil por dia, número 45% superior ao de 2024. A central também presta orientações sobre rede de proteção, políticas públicas e formas de acesso aos serviços de apoio.

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Entre os dados apresentados, 69,34% das ocorrências tiveram como local o ambiente doméstico. Desse total, 40,76% aconteceram na residência da vítima e 28,58% em imóvel compartilhado com o suspeito. Outros 5,39% dos casos ocorreram na casa do agressor. Registros em vias públicas somaram 2,96%, mesmo percentual verificado em ocorrências praticadas no ambiente virtual.

As informações apontam ainda que 66,3% das denúncias foram feitas pela própria vítima. As notificações anônimas representaram 16,9%, enquanto familiares, amigos, vizinhos e outras pessoas responderam por 16,8% dos registros. Em 53 casos, a denúncia partiu do próprio agressor.

O levantamento também mostra continuidade das agressões em parte significativa dos casos. Em 31,86% das denúncias, as vítimas relataram violência diária. Outros 8,10% indicaram episódios semanais, 1,82% mensais e 17,39% ocasionais. Em 20,91% dos registros, a mulher informou conviver com a violência há mais de um ano.

Quanto ao perfil etário, a faixa entre 26 e 44 anos concentrou 37,19% das denúncias. O maior número foi registrado entre mulheres de 40 a 44 anos, com 15.117 ocorrências, seguido pelos grupos de 35 a 39 anos (14.594), 30 a 34 anos (14.173) e 26 a 29 anos (13.789).

Em relação à raça/cor declarada, mulheres pardas apareceram em 33,46% das denúncias e mulheres pretas em 9,70%, totalizando 43,16% dos registros. Mulheres brancas representaram 32,54%. Em 23,45% dos casos não houve informação sobre esse dado.

Uma mesma denúncia pode reunir mais de uma forma de violência. Por isso, as 155 mil denúncias resultaram em 679.058 violações registradas no sistema. A violência psicológica foi a mais frequente, com 49,9% dos casos, seguida pela violência física, com 15,3%. Também constam violência patrimonial (5,4%), sexual (3%), importunação sexual (1,2%) e sequestro ou cárcere privado (0,4%).

Os dados nacionais indicam ainda que 75,9% das ocorrências se enquadram na Lei Maria da Penha, relacionada à violência doméstica e familiar.

Regionalmente, o Sudeste concentrou 47,4% das denúncias do país. Em seguida aparecem Nordeste (18,2%), Centro-Oeste (11,5%), Sul (10,2%) e Norte (6%). Entre os estados, São Paulo liderou com 34.476 registros, seguido por Rio de Janeiro (22.757) e Minas Gerais (13.421).

No primeiro trimestre de 2026, o Ligue 180 já registrou 45.735 denúncias e 301.044 atendimentos, aumentos de 23% e 14%, respectivamente, na comparação com o mesmo período de 2025.

O Ligue 180 funciona gratuitamente, 24 horas por dia, todos os dias da semana, recebendo pedidos de ajuda e denúncias de violência contra mulheres. Também é possível buscar atendimento em delegacias especializadas, delegacias comuns, Casas da Mulher Brasileira, além dos canais Disque 100 e Polícia Militar pelo 190.

Se você está passando por situação de violência, ou conhece alguém que esteja, saiba onde buscar ajuda:

Brigada Militar – 190
Em situações de emergência, o número 190 pode ser acionado a qualquer hora, todos os dias da semana. O atendimento é gratuito e disponível em todo o território do estado.

Polícia Civil
A recomendação é procurar diretamente uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Caso não exista uma unidade específica no município, qualquer delegacia está apta a registrar o boletim de ocorrência e encaminhar pedidos de medidas protetivas.

Delegacia da Mulher de Porto Alegre
Endereço: Rua Professor Freitas e Castro, Palácio da Polícia, bairro Azenha.
Contatos: (51) 3288-2173, 3288-2327, 3288-2172 ou disque 197.

Delegacia Online
Também é possível registrar ocorrências pela internet, por meio da plataforma da Delegacia Online do RS, que permite encaminhar denúncias e solicitar medidas protetivas sem a necessidade de deslocamento físico.

Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Disponível 24 horas por dia, o serviço oferece acolhimento, orientações e encaminhamento para a rede de proteção em todo o território nacional. A ligação é gratuita e pode ser feita de forma anônima.

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Defensoria Pública – 0800 644 5556
O órgão fornece apoio jurídico gratuito e orientação sobre direitos das vítimas. O contato pode ser feito por telefone ou diretamente nas unidades da Defensoria mais próximas.

Atendimento em Guaíba
O município conta com o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Jussara Brito (CRAM), que oferece apoio psicológico, jurídico e social.
Endereço: Rua Santa Catarina, 81, Centro.

Não hesite em buscar ajuda. Existem redes de apoio preparadas para acolher e proteger você.

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