Esta quinta-feira, dia 18 de junho, marca o lançamento virtual do livro “Cidade feita de rio”, resultado do projeto cultural que reúne diversas perspectivas de 40 fotógrafos sobre o Guaíba em forma de imagem e poesia. A edição física do livro conta com 112 fotos e um registro escrito sobre o olhar que cada fotógrafo tem.
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Um espetáculo feito de horizonte, a dança das águas, estas que desembarcaram os primeiros casais açorianos nessa Porto Alegre, que tem Porto no nome e foi onde tudo começou. Para uns é poesia, lembrança, paz, tranquilidade, contemplação, imensidão, onde se sente a brisa. Para outros é palco, ponto de encontro, caminho de ir e vir, lugar de troca, da subsistência, do desenvolvimento. Ele é um, mas é muitos, tantos quantos os olhares que o observam.
Com o objetivo de reunir, de alguma forma, um pouco dessas perspectivas e a poesia que está por trás de cada uma, a Smart Arquitetura lançou o projeto cultural. E o resultado são imagens do rio que banha a capital dos gaúchos, assinadas por profissionais renomados como Achutti, Fabiano Benedetti, Henrique Amaral, Letícia Remião, Nilton Santolin, Raul Krebs, Marcelo Nunes e Ricardo Fabrello, além de 32 fotógrafos - escolhidos através de um concurso.
No total, mais de 700 fotografias foram inscritas através do site criado especialmente para o projeto ( cidadefeitaderio.com.br ). Entre os selecionados, estavam moradores da capital, do interior, de outros estados e até de outros países. “Gente tão diversa, trazendo imagens tão inspiradoras, que foi necessário convocar um conselho editorial para a seleção”, conta Márcio Carvalho, sócio-fundador da Smart, junto a Ricardo Ruschel.
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“Provavelmente pela primeira vez, um livro reúne os olhares de fotógrafos profissionais e amadores sobre o Guaíba. São imagens que vão muito além do pôr do Sol, mostrando a vida que acontece à beira e dentro dele”, diz a jornalista e escritora Cláudia Aragón, autora do projeto editorial e editora de Cidade Feita de Rio.
Parte da primeira edição da obra, que conta com 112 fotos e um registro escrito sobre o olhar do Guaíba de cada fotógrafo, será doada para a Aldeia da Fraternidade (https://aldeiadafraternidade.
Segundo Carvalho, a ideia é mostrar a poesia do Guaíba e sua importância na identidade porto-alegrense: “Nós, como arquitetos, curadores, nos preocupamos com a paisagem da cidade, um legado que deixaremos para as próximas gerações. Acreditamos que, de forma coletiva e colaborativa, podemos incentivar um novo olhar e reforçar que não somos apenas uma cidade de frente para o rio, e, sim, uma cidade feita de rio. Esse rio que é a nossa gênese, o nosso território e a nossa utopia”, comenta.
Para adquirir o livro é necessário fazer uma doação para a Aldeia da Fraternidade através do link www.aldeiadafraternidade.