O médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) André Lorscheitter Baptista participa, nesta segunda-feira (17), de uma nova audiência de instrução no Fórum de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ele é réu em um processo que investiga a morte da esposa, a enfermeira Patrícia Rosa dos Santos, de 48 anos, ocorrida em outubro de 2024.
A audiência tem como objetivo ouvir as últimas testemunhas relacionadas ao processo. Baptista permanece preso preventivamente desde 29 de outubro do ano passado e é acusado de ter provocado a morte da esposa por meio da administração de medicamentos.
Segundo a investigação, o médico teria utilizado medicamentos que teriam sido retirados irregularmente da central do Samu, em Porto Alegre. A suspeita é de que as substâncias tenham sido utilizadas para envenenar Patrícia.
Morte levantou suspeitas
O caso veio à tona em outubro de 2024, quando André comunicou à família que Patrícia havia passado mal durante a noite.
Em depoimento à polícia, o médico teria relatado que a esposa havia consumido sorvete e posteriormente dormido no sofá. No entanto, Patrícia foi encontrada morta em outro cômodo da residência, circunstância que levantou suspeitas e motivou uma investigação mais detalhada.
A perícia encontrou vestígios que passaram a ser considerados relevantes para a apuração do caso.
Medicamento foi encontrado no sorvete
Conforme os elementos apresentados na investigação, exames periciais identificaram no sorvete consumido pela vítima a presença de uma substância com efeito sedativo, utilizada para induzir o sono.
Além disso, foram encontradas marcas compatíveis com aplicações de injeção nos braços e em um dos pés de Patrícia.
A investigação passou, então, a considerar a hipótese de que a morte não teria ocorrido de forma natural e que a vítima poderia ter recebido medicamentos de maneira intencional.
Médico segue preso preventivamente
André Lorscheitter Baptista está preso preventivamente desde outubro de 2024. A acusação sustenta que ele teria planejado a morte da esposa e utilizado seu conhecimento médico e o acesso a medicamentos para executar o crime.
A defesa, por sua vez, terá espaço para apresentar seus argumentos durante o andamento do processo. Até o momento, o caso segue em fase de instrução, etapa em que são reunidos depoimentos e demais elementos antes de uma eventual decisão sobre o julgamento.
A audiência desta segunda-feira representa mais uma etapa do processo e deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte da enfermeira.
A definição sobre o futuro do processo dependerá da análise das provas e dos depoimentos colhidos pela Justiça. André Baptista é considerado suspeito e acusado no processo, e a responsabilidade criminal somente poderá ser definida por decisão judicial.
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