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Domingo, 19 de Abril 2026

🚔 Segurança e Justiça

Ministério Público aponta indícios de abuso de autoridade em caso de agricultor morto durante operação da BM em Pelotas

Promotoria Militar solicita novas diligências no inquérito interno; ação envolveu oito policiais e ocorreu em janeiro na zona rural do município

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Ministério Público aponta indícios de abuso de autoridade em caso de agricultor morto durante operação da BM em Pelotas
Reprodução/Redes sociais
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul solicitou o aprofundamento das investigações conduzidas pela Brigada Militar sobre a morte do agricultor Marcos Nornberg, de 48 anos, ocorrida durante uma operação policial em janeiro deste ano, na zona rural de Pelotas. A manifestação foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça Militar, que identificou indícios de abuso de autoridade por parte de oficiais responsáveis pela ação.

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O caso está sob segredo de Justiça. Segundo o Ministério Público, também há elementos que indicam possível prática de tortura psicológica contra a esposa da vítima, Raquel Nornberg, considerada sobrevivente no contexto da ocorrência.

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O pedido de novas diligências foi encaminhado no âmbito do Inquérito Policial Militar (IPM), instaurado para apurar a conduta dos policiais envolvidos. A decisão sobre a continuidade das investigações caberá à Justiça Militar estadual.

A operação ocorreu na madrugada de 15 de janeiro, em uma propriedade localizada na Estrada da Cascata. Conforme relato da esposa da vítima, o casal dormia quando percebeu movimentação no pátio. Marcos teria saído para verificar a situação e, em seguida, foram ouvidos gritos e disparos. O agricultor morreu no local.

Na ocasião, a Brigada Militar informou que a ação buscava suspeitos de integrar uma quadrilha investigada na região. O comando da corporação reconheceu posteriormente que houve erro na operação.

O inquérito interno concluído em março pela Corregedoria-Geral da Brigada Militar apontou inexistência de crimes militares praticados pelos agentes. Ainda assim, a apuração registrou falhas de planejamento e indicou responsabilização administrativa de cinco policiais na esfera disciplinar.

Paralelamente, a Polícia Civil mantém investigação sobre possível homicídio. Após a conclusão, o material deverá ser encaminhado ao Ministério Público em Pelotas para análise sobre eventual responsabilização criminal.

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Em nota, a Brigada Militar informou que o pedido de novas diligências integra as atribuições constitucionais do Ministério Público e declarou que, com base nos elementos reunidos até o momento, não foram constatados indícios do crime de tortura.

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