A rede Ulbra está em processo de recuperação judicial e com dívida bilionária. O Colégio Martinho Lutero, no Centro, ainda registra atraso no pagamento de professores e demais funcionários. O diretor da unidade, pastor Irmo Wagner, garantiu em entrevista ao GO que não há nenhuma possibilidade de encerramento das atividades, que os fatos noticiados não irão alterar o trabalho da instituição privada. Fundada em 1996, hoje conta com 440 estudantes em educação infantil, ensino fundamental e médio, nos períodos da manhã e tarde.
As dívidas da mantenedora chegam a R$ 8,4 bilhões. O pedido da recuperação judicial foi negado pela justiça e empresa pretende recorrer. Para uma professora da escola de Guaíba, que prefere não se identificar, a sensação é de estar nos escuros, porque a administração bem gerida do Martinho Lutero, que seria capaz de sobreviver sozinha, depende de toda rede. "Estamos de mãos atadas, ninguém nos fala de verdade do que acontecendo. Ao mesmo tempo que nos vimos triste e apreensivos, esperamos que algo seja resolvido em breve", comenta.
O Martinho Lutero é considerado um dos melhores colégios de educação básica da rede luterana. São 15 instituições no Brasil, sendo nove no Rio Grande do Sul. Irmo explica que, mesmo com os problemas, não houve alteração de trabalho. "Educação é um bem público, se a Universidade querer interromper aulas na minha escola, que é inviável, estamos deixando para o governo federal assumir a gestão. Fechar é profecia dos derrotados, que não entendem nada do que está acontecendo", disse.
Representantes da Associação Educacional Luterana do Brasil (Aelbra) estiveram em visita ao Ministério da Educação, em Brasília, para busca apoio de recuperação financeiras. Em nota, disse que a Ulbra segue focada em garantir a qualidade de ensino aos seus mais 40 mil alunos, e que eventuais comentários de que a continuidade das atividades está em risco não procedem.
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