A instalação da fábrica de aviões da Aeromot em Guaíba poderá sofrer atraso por causa de problemas envolvendo o terreno onde funcionaria a antiga unidade da Ford Motor Company. A área foi cedida pelo governo do Estado para o novo empreendimento, mas ainda há duas famílias morando no local.
Segundo a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o processo de reintegração de posse está sendo realizado pelo Estado em conjunto com a prefeitura de Guaíba. A Aeromot informou que irá indenizar os moradores afetados.
De acordo com o CEO da empresa, Guilherme Cunha, a situação obrigou a companhia a fazer mudanças no projeto da obra. Ele afirmou que a preparação do terreno segue em andamento, mas admitiu que o cronograma desta etapa poderá ser impactado.
Além da questão envolvendo os moradores, também houve necessidade de ajustes na documentação do imóvel após solicitação do cartório de registro de imóveis. Conforme o governo estadual, a situação já foi regularizada nesta semana.
Outro ponto citado pela empresa foi a emissão de cobrança de IPTU antes da conclusão da transferência da área para a Aeromot. Segundo a companhia, o caso está sendo tratado com a prefeitura e não deve afetar a continuidade do projeto.
O empreendimento prevê investimento total de R$ 3 bilhões em diferentes fases. A primeira etapa deve receber R$ 200 milhões. No local, a empresa pretende fabricar aviões do modelo DA-62, da Diamond Aircraft Industries, e helicópteros da Leonardo S.p.A..
O projeto também inclui centros de pesquisa, manutenção de aeronaves e uma pista de pouso e decolagem.
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