Um policial militar aposentado foi preso após matar a própria cuidadora e tentar fugir de ônibus na zona sul de São Paulo na tarde de quarta-feira (4). O suspeito foi identificado como Rodolpho Lima Santos, de 89 anos.
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, a vítima é Francisca Sebastião da Silva, de 61 anos, que trabalhava como cuidadora do idoso.
A Polícia Militar do Estado de São Paulo foi acionada por volta das 14h55 para atender um pedido de socorro na Rua Doutor Arthur Moreira de Almeida, na região do Jardim Ângela. Ao chegar ao local, os policiais receberam a informação de que o suspeito estaria tentando embarcar em um ônibus nas proximidades.
A equipe acompanhou o coletivo e realizou a abordagem. O homem foi localizado dentro do veículo com manchas de sangue na roupa e acabou detido.
De acordo com a polícia, Rodolpho confessou o crime e afirmou que a motivação teria sido supostas dívidas trabalhistas e desentendimentos financeiros com a cuidadora. Ele também declarou que havia embarcado no ônibus com a intenção de se apresentar voluntariamente à corregedoria da corporação.
Após a prisão, os policiais foram até a residência do suspeito e encontraram a vítima caída no chão, ferida e ensanguentada. Equipes de resgate foram acionadas e tentaram reanimar a mulher, mas ela não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado no local.
Testemunhas relataram que ouviram gritos de socorro vindos da casa do policial aposentado. Uma vizinha contou que foi até o portão com uma prima para verificar o que estava acontecendo. Como ninguém respondeu, elas forçaram a entrada no imóvel.
Pela janela, as duas afirmaram ter visto o suspeito sobre a vítima, que estava caída no chão. Em seguida, acionaram a polícia. As testemunhas precisaram se afastar do local porque a prima da vizinha, que está grávida, passou mal.
Mesmo assim, elas ainda conseguiram observar o homem pegando alguns pertences e fugindo em direção à avenida, antes de embarcar no ônibus onde acabou localizado pela polícia.
O caso foi registrado e segue sob investigação.
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