Uma mulher de 39 anos foi morta a facadas na manhã de terça-feira (17) no município de Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A vítima foi identificada como Daiane Rosa Zastrow. O crime ocorreu dentro da residência onde ela se encontrava no momento do ataque.
De acordo com informações da Polícia Civil, o caso é investigado como feminicídio, modalidade de homicídio caracterizada quando o crime ocorre em contexto de violência doméstica ou em razão da condição de gênero da vítima. O principal suspeito é o companheiro da mulher, um homem de 60 anos. Após o ocorrido, ele deixou o local e não foi localizado até o momento. A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades policiais.
Segundo a investigação preliminar, o casal mantinha relacionamento há cerca de 15 anos. Conforme a delegada Marcela Smolenaars, responsável pelo caso, havia registros anteriores relacionados à violência doméstica envolvendo o suspeito. Em fevereiro deste ano, Daiane chegou a solicitar uma medida protetiva após um desentendimento ocorrido no município de Sapucaia do Sul.
Ainda conforme a delegada, a medida protetiva não chegou a entrar em vigor porque o suspeito não foi localizado pelo oficial de Justiça responsável pela intimação. Dessa forma, o processo não foi concluído naquele momento. A polícia também informou que o homem possui antecedentes por outros crimes, embora os detalhes dessas ocorrências não tenham sido divulgados.
A investigação do homicídio está sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Esteio. A polícia realiza diligências para localizar o suspeito e esclarecer as circunstâncias do crime, incluindo a dinâmica dos fatos e eventuais testemunhas.
Com esse caso, o Rio Grande do Sul registra 23 feminicídios em 2026, conforme dados divulgados pelas autoridades de segurança pública. Os registros fazem parte das estatísticas estaduais de crimes contra a vida envolvendo violência doméstica e familiar.
Daiane Rosa Zastrow deixa cinco filhos, com idades de 19, 17, 14, 13 e oito anos.
Se você está passando por situação de violência, ou conhece alguém que esteja, saiba onde buscar ajuda:
Brigada Militar – 190
Em situações de emergência, o número 190 pode ser acionado a qualquer hora, todos os dias da semana. O atendimento é gratuito e disponível em todo o território do estado.
Polícia Civil
A recomendação é procurar diretamente uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Caso não exista uma unidade específica no município, qualquer delegacia está apta a registrar o boletim de ocorrência e encaminhar pedidos de medidas protetivas.
Delegacia da Mulher de Porto Alegre
Endereço: Rua Professor Freitas e Castro, Palácio da Polícia, bairro Azenha.
Contatos: (51) 3288-2173, 3288-2327, 3288-2172 ou disque 197.
Delegacia Online
Também é possível registrar ocorrências pela internet, por meio da plataforma da Delegacia Online do RS, que permite encaminhar denúncias e solicitar medidas protetivas sem a necessidade de deslocamento físico.
Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Disponível 24 horas por dia, o serviço oferece acolhimento, orientações e encaminhamento para a rede de proteção em todo o território nacional. A ligação é gratuita e pode ser feita de forma anônima.
Defensoria Pública – 0800 644 5556
O órgão fornece apoio jurídico gratuito e orientação sobre direitos das vítimas. O contato pode ser feito por telefone ou diretamente nas unidades da Defensoria mais próximas.
Atendimento em Guaíba
O município conta com o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Jussara Brito (CRAM), que oferece apoio psicológico, jurídico e social.
Endereço: Rua Santa Catarina, 81, Centro.
Não hesite em buscar ajuda. Existem redes de apoio preparadas para acolher e proteger você.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se