A Polícia Civil investiga a morte de uma aposentada de 68 anos, ocorrida no dia 11 de junho, em Guaíba. A principal linha de investigação busca esclarecer se um medicamento de uso controlado, adquirido supostamente sem a retenção da receita médica obrigatória, pode ter contribuído para o óbito.
Segundo familiares, a idosa enfrentava dores crônicas na coluna e no joelho e fazia uso de medicamentos prescritos para o tratamento. De acordo com os relatos, ela teria adquirido o medicamento Dimorf 30 mg, à base de morfina, em uma farmácia da cidade sem apresentar a receita exigida para esse tipo de substância.
Conforme a família, a aposentada ingeriu um comprimido do medicamento e, algumas horas depois, tomou uma segunda dose. Em seguida, foi dormir e não acordou mais. O atestado de óbito registrou a causa da morte como "causa desconhecida, sem sinais de violência".
Após o falecimento, um familiar realizou uma compra do mesmo medicamento por meio de tele-entrega para verificar o procedimento adotado pelo estabelecimento. Segundo o relato, a aquisição foi feita utilizando o telefone da idosa e sem que fosse solicitada a apresentação da receita médica obrigatória.
O medicamento, que custou cerca de R$ 215, foi entregue nas proximidades do terminal do Catamarã, em Guaíba. A entrega foi gravada em vídeo e, posteriormente, tanto as imagens quanto o medicamento foram entregues à Polícia Civil para auxiliar nas investigações.
A investigação busca apurar se houve irregularidade na comercialização do medicamento e se existe relação entre o uso da substância e a morte da aposentada. Para isso, a Polícia Civil requisitou documentos da farmácia, deverá ouvir médicos, funcionários e testemunhas e também avalia solicitar a exumação do corpo para esclarecer a causa da morte.
Conforme a Polícia Civil, medicamentos à base de morfina somente podem ser vendidos mediante apresentação e retenção da receita médica, conforme determina a legislação sanitária. Caso seja confirmada a venda irregular, os responsáveis poderão responder criminalmente.
Em nota, a rede responsável pela farmácia informou que a unidade investigada possui administração independente, lamentou o ocorrido e afirmou que está colaborando com as autoridades. Segundo informações publicadas pelo GZH, o estabelecimento sustenta que a compra foi realizada com apresentação de receita médica, embora o documento ainda não tenha sido apresentado durante a investigação.
Até o momento, não há confirmação de que o medicamento tenha causado a morte da idosa. A Polícia Civil reforça que o caso segue em investigação e que a causa do óbito somente poderá ser esclarecida após a conclusão das diligências e dos exames periciais.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se