A Volkswagen avalia implementar o maior plano de reestruturação de seus 89 anos de história, que poderá resultar na demissão de até 100 mil trabalhadores e no fechamento de quatro unidades industriais na Alemanha. A proposta, ainda em discussão pela direção da empresa, representa uma ampliação significativa da meta de cortes anteriormente anunciada pela montadora.
Segundo informações divulgadas, o plano é conduzido pelo CEO Oliver Blume e pode eliminar quase um em cada seis postos de trabalho da companhia em nível global. Entre as fábricas que estariam sob risco de encerramento das atividades estão as unidades de Hanover, Zwickau, Emden e uma fábrica da Audi localizada em Neckarsulm.
A reestruturação ocorre em meio ao aprofundamento da crise enfrentada pela indústria automotiva europeia. A Volkswagen tem registrado perda de competitividade diante do crescimento das montadoras chinesas, especialmente da BYD, além de enfrentar os impactos da redução na demanda por veículos e dos desafios relacionados à transição para a produção de modelos elétricos.
Caso seja confirmado, o plano superará as cerca de 74 mil demissões promovidas pela General Motors na década de 1990 e passará a figurar entre os maiores programas de redução de pessoal já realizados pela indústria automobilística mundial.
A possibilidade de fechamento das fábricas provocou reação imediata dos representantes dos trabalhadores. O conselho de funcionários da Volkswagen e o sindicato alemão IG Metall manifestaram oposição ao plano e prometeram mobilização para tentar impedir o encerramento das unidades e preservar os empregos.
Até o momento, a Volkswagen não confirmou oficialmente a implementação das medidas, que seguem em fase de avaliação. A expectativa é de que novas informações sejam divulgadas após as discussões entre a direção da empresa e os representantes dos trabalhadores.
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