Guaíba Online

A amizade fortalecerá o movimento: somos todos tradicionalistas em busca de manter ativa a nossa cultura

Deixemos de lado essas concorrências, que nada acrescentam ao nosso movimento

Na última segunda-feira foi dia do amigo, e como de costume distribuí mensagens aos amigos mais próximos. Ao fazê-lo, percebi que grande parte dos meus amigos foram presentes do mundo tradicionalista. E como todos os anos, recordei do que escutava juntamente com Marcio Silva e Helena Dahmer, quando nos despedimos em lagrimas da juvenil, qual seja, a música coreografada pela Centenária União Gaúcha: “Um bueno parceiro, um amigo do peito que tem o direito de ser meu irmão. Dividir comigo tristeza e alegria na simples magia do aperto de mão”.

Leia também: Dois dias após visitar novo hospital de Guaíba, Eduardo Leite tem resultado positivo para teste de Covid-19

Mas também me lembrou que não raras vezes a competição acarretou em inimizades. Assim como Grêmio e Inter, no âmbito tradicionalista não é diferente. Às vezes, o afastamento surge pela diferença entre entidades e projetos; outras, enquanto torcedores e as diferenças de opinião.

Mas eu nunca consegui pensar assim, não acredito que fatos como os dito a cima são suficientes para afastar pessoas que lutam por um mesmo ideal. Não desprezo a competição, desde que sadia. Afinal, não fazemos parte de um mesmo movimento?

Acredito que o intuito primordial de todos nós, enquanto tradicionalistas, seja fomentar e dar continuidade as nossas tradições. Mais do que o brasão que carregamos na jaqueta, somos todos representantes da tradição e divulgadores da história do Rio Grande do Sul. Somos da 1° Região tradicionalista, da cidade de Guaíba e carregamos o nome desse humilde município tão marcado pela história quanto belo.

Eu sou do CTG Darci Fagundes, mas já andei pelos tablados de muitas entidades de Guaíba, já fui do CTG Cruzeiro do Sul, passei brevemente pelo CTG Caudilho Guaíbense, não esquecendo jamais as minhas raízes, no ainda então Grupo de danças Vida Campeira (atualmente DTG Estancia Farroupilha). Sou o resultado das experiências e aprendizados nesses locais e, por esse motivo, reconheço suas dificuldades, suas preocupações e, acima de tudo, admiro as lutas diárias dessas patronagens e grupos. E sempre vou aplaudi-los de pé, mesmo que meu grupo esteja no “brete” para ser o próximo a abrilhantar o evento.

Mas esses dias fui Berço, já fui Rancho, fui Bocal, fui Tiarayú, Vaqueanos, Porteira e tantos outros. Alguns por meu coração dançar junto com os corações dos amigos que se espalham pelo estado ou talvez por sentir a força e a luta desses grupos. Deixemos de lado essas concorrências, que nada acrescentam ao nosso movimento. Deixemos de lado o ego, a superioridade, tanto em relação a outras entidades mas, principalmente e sobretudo, na própria. Pois somos todos tradicionalistas em busca de um mesmo objetivo: o de manter ativa a nossa cultura, movidos pela mesma paixão de ser gaúcho. Um feliz dia do amigo, tradicionalista, a todos.

Foto: Maris Strege

Leia também: DNIT antecipa a liberação da nova ponte do Guaíba para início do mês de novembro

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A amizade fortalecerá o movimento: somos todos tradicionalistas em busca de manter ativa a...

Na última segunda-feira foi dia do amigo, e como de costume distribuí mensagens aos amigos mais próximos. Ao fazê-lo, percebi que grande parte dos meus amigos foram presentes do mundo tradicionalista. E como todos os anos, recordei do que escutava juntamente com Marcio Silva e Helena Dahmer, quando nos despedimos em lagrimas da juvenil, qual seja, a música coreografada pela Centenária União Gaúcha: “Um bueno parceiro, um amigo do peito que tem o direito de ser meu irmão. Dividir comigo tristeza e alegria na simples magia do aperto de mão”.

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Mas também me lembrou que não raras vezes a competição acarretou em inimizades. Assim como Grêmio e Inter, no âmbito tradicionalista não é diferente. Às vezes, o afastamento surge pela diferença entre entidades e projetos; outras, enquanto torcedores e as diferenças de opinião.

Mas eu nunca consegui pensar assim, não acredito que fatos como os dito a cima são suficientes para afastar pessoas que lutam por um mesmo ideal. Não desprezo a competição, desde que sadia. Afinal, não fazemos parte de um mesmo movimento?

Acredito que o intuito primordial de todos nós, enquanto tradicionalistas, seja fomentar e dar continuidade as nossas tradições. Mais do que o brasão que carregamos na jaqueta, somos todos representantes da tradição e divulgadores da história do Rio Grande do Sul. Somos da 1° Região tradicionalista, da cidade de Guaíba e carregamos o nome desse humilde município tão marcado pela história quanto belo.

Eu sou do CTG Darci Fagundes, mas já andei pelos tablados de muitas entidades de Guaíba, já fui do CTG Cruzeiro do Sul, passei brevemente pelo CTG Caudilho Guaíbense, não esquecendo jamais as minhas raízes, no ainda então Grupo de danças Vida Campeira (atualmente DTG Estancia Farroupilha). Sou o resultado das experiências e aprendizados nesses locais e, por esse motivo, reconheço suas dificuldades, suas preocupações e, acima de tudo, admiro as lutas diárias dessas patronagens e grupos. E sempre vou aplaudi-los de pé, mesmo que meu grupo esteja no “brete” para ser o próximo a abrilhantar o evento.

Mas esses dias fui Berço, já fui Rancho, fui Bocal, fui Tiarayú, Vaqueanos, Porteira e tantos outros. Alguns por meu coração dançar junto com os corações dos amigos que se espalham pelo estado ou talvez por sentir a força e a luta desses grupos. Deixemos de lado essas concorrências, que nada acrescentam ao nosso movimento. Deixemos de lado o ego, a superioridade, tanto em relação a outras entidades mas, principalmente e sobretudo, na própria. Pois somos todos tradicionalistas em busca de um mesmo objetivo: o de manter ativa a nossa cultura, movidos pela mesma paixão de ser gaúcho. Um feliz dia do amigo, tradicionalista, a todos.

Foto: Maris Strege

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