Uma menina de sete anos recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (3) após permanecer internada desde o dia em que nasceu em uma unidade de saúde de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. A paciente, Maria Clara Moreira de Oliveira, deixou o Hospital da Criança e Maternidade (HCM) depois de concluir uma longa etapa de tratamento relacionada a uma condição congênita rara no sistema digestivo.
Maria Clara nasceu com atresia intestinal, malformação caracterizada pelo desenvolvimento incompleto de parte do intestino, comprometendo a passagem e a absorção adequada dos alimentos. Em razão da condição, ela permaneceu sob acompanhamento médico contínuo desde o nascimento, sendo submetida a diversos procedimentos cirúrgicos ao longo dos últimos sete anos.
Durante o período de internação, a paciente dependia de nutrição parenteral, método que fornece nutrientes diretamente na corrente sanguínea por meio de acesso venoso. A alimentação era composta por água, carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, utilizados para suprir as necessidades nutricionais do organismo diante das limitações impostas pela doença.
Embora permanecesse internada, Maria Clara realizava saídas esporádicas acompanhada da mãe e sob supervisão de profissionais da saúde. Os passeios faziam parte da rotina de acompanhamento e adaptação da paciente fora do ambiente hospitalar.
Com a evolução do quadro clínico e a estabilização de sua condição de saúde, a equipe médica autorizou a alta hospitalar. A saída marcou a primeira vez em que a menina retornou para casa de forma definitiva desde o nascimento.
No momento, a paciente segue utilizando uma fórmula nutricional específica para garantir o aporte necessário de energia e nutrientes. Segundo informações divulgadas pela instituição, o longo período sem alimentação oral contribuiu para o desenvolvimento de restrições relacionadas a determinadas texturas alimentares, aspecto que continuará sendo acompanhado durante o processo de adaptação à nova rotina.
A despedida da paciente mobilizou profissionais e familiares no hospital. Funcionários da instituição organizaram uma homenagem durante sua passagem pelos corredores da unidade, marcando o encerramento de um período de sete anos de tratamento e acompanhamento médico contínuo.
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