O avanço descontrolado do javali (Sus scrofa) no Brasil consolidou-se como uma das crises ambientais e sanitárias mais graves do país. De acordo com Rafael Augusto Salerno, presidente da Associação Aqui Tem Javali, a estrutura atual de combate à espécie é ineficaz: o número de caçadores precisaria, no mínimo, ser triplicado para que o controle fosse minimamente eficiente.
O cenário é alarmante nas áreas de preservação:
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Presença Massiva: Aproximadamente 90% das unidades de conservação brasileiras, incluindo o estado de Goiás, já registram a presença do animal.
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Refúgio Estratégico: O javali utiliza áreas de preservação permanente e reservas legais como abrigo, devido à abundância de água e vegetação nativa.
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Impacto nas Nascentes: Como o animal não transpira, ele depende de áreas úmidas para sobreviver ao calor, passando o dia revirando o solo e destruindo nascentes.
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Desequilíbrio: A permanência desses animais altera completamente o ecossistema local, prejudicando a fauna e a flora nativas.
A facilidade de adaptação do javali e a falta de predadores naturais tornam o controle uma corrida contra o tempo para proteger a biodiversidade brasileira e a sanidade animal na agropecuária.
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