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Segunda-feira, 16 de Março 2026

🏥 Saúde

Bolacha recheada pode reduzir expectativa de vida, revela estudo da USP

Pesquisa da Universidade de São Paulo revela que o consumo contínuo de alimentos ultraprocessados, como bolacha recheada, pode reduzir o tempo de vida saudável. Segundo o estudo, 115g desse alimento — menos de um pacote — estão associados à perda média de 39 minutos. Alimentos in natura, como banana, feijão e peixe, mostraram efeito oposto, promovendo ganhos à saúde.

TVGO - Redação
Por TVGO - Redação
Bolacha recheada pode reduzir expectativa de vida, revela estudo da USP
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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP), publicado na última sexta-feira (9) na revista International Journal of Environmental Research and Public Health, revelou os impactos do padrão alimentar na saúde da população brasileira. A pesquisa utilizou o HENI (Índice Nutricional de Saúde), que estima o ganho ou a perda de minutos de vida saudável de acordo com os alimentos consumidos regularmente.

De acordo com os pesquisadores, o consumo contínuo de aproximadamente 115 gramas de bolacha recheada — o equivalente a menos de um pacote — pode estar relacionado à perda média de 39 minutos de vida saudável. O levantamento identificou ainda que a alimentação típica no Brasil tem um índice médio de -5,89 minutos por porção alimentar analisada.

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Os alimentos com os piores desempenhos foram a carne suína (-36,09 minutos), margarina com ou sem sal (-24,76), carne bovina (-21,86) e biscoitos salgados (-19,48). Já entre os itens que apresentaram impacto positivo estão o peixe de água doce (+17,22 minutos), a banana (+8,08), o feijão (+6,53) e a tradicional combinação de arroz com feijão (+2,11).

A professora Aline Martins de Carvalho, da Faculdade de Saúde Pública da USP, explica que o índice leva em consideração o consumo habitual, e não o consumo esporádico de determinado alimento.


"Não se trata do consumo de uma única bolacha, nem de uma única vez na vida, mas sim de um consumo contínuo dessa porção de bolachas. Se a pessoa consome por muitos anos e de forma diária, esse hábito irá reduzir o tempo de vida saudável dela", destaca a pesquisadora.

O estudo contribui para o debate sobre os impactos dos alimentos ultraprocessados na saúde pública e reforça a importância de políticas nutricionais que incentivem dietas mais naturais e equilibradas.

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