O Bradesco encerrou 324 agências e reduziu em 2.448 o número de funcionários entre junho de 2025 e junho de 2026. As mudanças ocorreram no mesmo período em que a instituição registrou crescimento significativo nos resultados financeiros.
De acordo com os números divulgados pelo banco, o lucro líquido recorrente chegou a R$ 13,861 bilhões no primeiro semestre de 2026, representando uma alta de 16,2% na comparação com os primeiros seis meses do ano anterior.
Ao final de junho, o Bradesco contava com 79.699 trabalhadores. Somente durante o segundo trimestre de 2026, foram eliminados 868 postos de trabalho.
Número de agências também diminuiu
Além da redução no quadro de funcionários, o banco promoveu uma diminuição significativa na estrutura física de atendimento. Ao longo de 12 meses, foram encerradas 324 agências.
A estratégia acompanha um movimento de transformação no setor bancário, marcado pela expansão dos canais digitais e pela revisão das estruturas físicas tradicionais.
Lucro cresce 16,2%
Enquanto reduziu sua estrutura, o Bradesco apresentou avanço nos principais indicadores financeiros.
O lucro líquido recorrente acumulado nos seis primeiros meses do ano alcançou R$ 13,861 bilhões, alta de 16,2% sobre o mesmo período de 2025.
Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, o resultado também apresentou crescimento, de 3,5%.
Outro indicador que avançou foi o retorno sobre o patrimônio líquido, que chegou a 16%.
Carteira de crédito supera R$ 1 trilhão
A carteira de crédito expandida do banco alcançou R$ 1,137 trilhão ao final do período.
O volume representa a dimensão das operações de crédito mantidas pela instituição e ocorre em um cenário de crescimento dos resultados financeiros, mesmo com a redução do número de agências e empregados.
Os números mostram, portanto, um cenário de reorganização da estrutura do Bradesco, com redução da presença física e do quadro de trabalhadores acompanhada por crescimento da rentabilidade e expansão da carteira de crédito.
A combinação entre resultados financeiros positivos e redução da estrutura evidencia uma mudança no modelo de operação dos grandes bancos, cada vez mais concentrados em eficiência, digitalização e revisão dos custos de suas redes de atendimento.
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