Guaíba Online

Buscas por suspeito de feminicídio de motorista de aplicativo em Guaíba seguem sendo feitas pela polícia

Jovem teria relatado a familiares que o ex teria lhe dado prazo para voltar para ele, ou lhe mataria e se suicidaria na sequência

No início de junho deste ano a motorista de aplicativo Jennifer Graboski, 25 anos, procurou ajuda da polícia por ter sido vítima de uma agressão e teve medida protetiva deferida pela Justiça. O ex-companheiro, um rapaz de 24 anos, não poderia se aproximar dela. Mas na tarde desta terça-feira (23), a jovem acabou morta a facadas em Guaíba, enquanto trabalhava. O principal suspeito do feminicídio é o ex, que está sendo procurado.

 

A delegada Karoline Calegari, que investiga o caso, disse que a vítima estava sendo monitorada pelas instituições para verificar se estava havendo descumprimento de medida. Nesse caso, caberia representação pela prisão dele. "Mas, infelizmente, a primeira vez que ele descumpriu a medida foi de maneira irreversível, da pior forma possível", afirma a policial. O casal manteve o relacionamento por três anos. 

Conforme o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a ordem determinava o afastamento do local de convivência com Jennifer. Ele não deveria se aproximar dela a uma distância inferior a 100 metros e nem tentar qualquer espécie de contato, mesmo por telefone. A jovem teria relatado aos familiares que o ex teria lhe dado um prazo para que voltasse para ele, ou lhe mataria e se suicidaria na sequência.

Leia também: Com nove casos de Covid-19 registrados nesta quinta-feira, Guaíba tem 173 positivos e sete óbitos

Esta é uma das linhas que a polícia investiga, pois após o crime a motocicleta dele foi encontrada junto à ponte do Guaíba. Imagens do local estão sendo analisadas nesta para saber se ele realmente pode ter se jogado na água. Contudo, a polícia não descarta que ele tenha usado isso para tentar se eximir e tenha fugido.

Segundo Calegari, na quinta-feira (18) foi feito o último contato da BM com a vítima. A jovem não teria comunicado nenhuma tentativa de descumprimento da medida por parte do ex. Segundo a perícia, ela foi atingida por pelo menos 10 facadas. Na sequência, o autor fugiu deixando a faca e o capacete no local.

Karoline destaca que no município, além da Patrulha da BM — que acompanha vítimas de violência com medida protetiva e reporta os casos de descumprimento ao Judiciário — existem outras ações, como um programa desenvolvido pelo Ministério Público, para tentar aproximação e fortalecimento das mulheres agredidas. Segundo a delegada, a Polícia Civil ampliou os pedidos de prisão de agressores e de mandados de busca nos últimos meses, em relação ao ano passado.

Segundo o capitão Volmir da Silveira Quintana, do 31º Batalhão de Polícia Militar, de Guaíba, a equipe da Patrulha Maria da Penha esteve na residência de Jennifer na semana passada, mas ela não estava em casa, possivelmente porque estaria trabalhando atendendo corridas Conforme a BM, em Guaíba são 150 mulheres que contam com acompanhamento da Patrulha. São realizadas, em média, oito visitas por dia nas casas das vítimas que possuem medida protetiva. Em caso de necessidade, a ajuda pode ser obtida pelo telefone da Brigada Militar (190), pelo Disque 180, pelo Disque Denúncia (181) ou no WhatsApp da Polícia Civil (98444-0606).

Leia também: Portaria do Ministério declara emergência fitossanitária no RS pelo risco de nuvem de gafanhotos



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Buscas por suspeito de feminicídio de motorista de aplicativo em Guaíba seguem sendo feitas pela polícia

No início de junho deste ano a motorista de aplicativo Jennifer Graboski, 25 anos, procurou ajuda da polícia por ter sido vítima de uma agressão e teve medida protetiva deferida pela Justiça. O ex-companheiro, um rapaz de 24 anos, não poderia se aproximar dela. Mas na tarde desta terça-feira (23), a jovem acabou morta a facadas em Guaíba, enquanto trabalhava. O principal suspeito do feminicídio é o ex, que está sendo procurado.

 

A delegada Karoline Calegari, que investiga o caso, disse que a vítima estava sendo monitorada pelas instituições para verificar se estava havendo descumprimento de medida. Nesse caso, caberia representação pela prisão dele. "Mas, infelizmente, a primeira vez que ele descumpriu a medida foi de maneira irreversível, da pior forma possível", afirma a policial. O casal manteve o relacionamento por três anos. 

Conforme o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a ordem determinava o afastamento do local de convivência com Jennifer. Ele não deveria se aproximar dela a uma distância inferior a 100 metros e nem tentar qualquer espécie de contato, mesmo por telefone. A jovem teria relatado aos familiares que o ex teria lhe dado um prazo para que voltasse para ele, ou lhe mataria e se suicidaria na sequência.

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Esta é uma das linhas que a polícia investiga, pois após o crime a motocicleta dele foi encontrada junto à ponte do Guaíba. Imagens do local estão sendo analisadas nesta para saber se ele realmente pode ter se jogado na água. Contudo, a polícia não descarta que ele tenha usado isso para tentar se eximir e tenha fugido.

Segundo Calegari, na quinta-feira (18) foi feito o último contato da BM com a vítima. A jovem não teria comunicado nenhuma tentativa de descumprimento da medida por parte do ex. Segundo a perícia, ela foi atingida por pelo menos 10 facadas. Na sequência, o autor fugiu deixando a faca e o capacete no local.

Karoline destaca que no município, além da Patrulha da BM — que acompanha vítimas de violência com medida protetiva e reporta os casos de descumprimento ao Judiciário — existem outras ações, como um programa desenvolvido pelo Ministério Público, para tentar aproximação e fortalecimento das mulheres agredidas. Segundo a delegada, a Polícia Civil ampliou os pedidos de prisão de agressores e de mandados de busca nos últimos meses, em relação ao ano passado.

Segundo o capitão Volmir da Silveira Quintana, do 31º Batalhão de Polícia Militar, de Guaíba, a equipe da Patrulha Maria da Penha esteve na residência de Jennifer na semana passada, mas ela não estava em casa, possivelmente porque estaria trabalhando atendendo corridas Conforme a BM, em Guaíba são 150 mulheres que contam com acompanhamento da Patrulha. São realizadas, em média, oito visitas por dia nas casas das vítimas que possuem medida protetiva. Em caso de necessidade, a ajuda pode ser obtida pelo telefone da Brigada Militar (190), pelo Disque 180, pelo Disque Denúncia (181) ou no WhatsApp da Polícia Civil (98444-0606).

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