Uma ação de fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) resultou na interdição de um estabelecimento que realizava procedimentos de cirurgia plástica em Porto Alegre. A operação ocorreu na terça-feira (24), com apoio da Vigilância em Saúde do município, e terminou com a prisão em flagrante de um médico que estava no local.
De acordo com os órgãos envolvidos, o espaço funcionava sem alvará ou licença sanitária. Durante a inspeção, foram encontrados insumos sem identificação, além de materiais com indícios de irregularidade. Entre os itens apreendidos estavam próteses, equipamentos de sucção sem comprovação de esterilização e substâncias utilizadas em procedimentos estéticos.
Os fiscais também localizaram frascos de 300 mililitros contendo um líquido semelhante a silicone. As embalagens apresentavam rótulos com referência a registro sanitário atribuído ao produto “Linnea Safe Body Hidrogel”. Conforme verificação, o número informado corresponde a um produto distinto, composto por polimetilmetacrilato (PMMA), indicado para uso específico em procedimentos reparadores. A regulamentação vigente prevê a comercialização desse material apenas em seringas pré-preenchidas de 1 mL, 3 mL ou 5 mL, não incluindo embalagens no volume encontrado.
Todo o material apreendido foi encaminhado ao Laboratório Central do Estado (Lacen) para análise. A interdição do local permanece vigente, e o caso segue sob investigação das autoridades competentes.
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