A 12ª Região Tradicionalista aprovou a obrigatoriedade de formação específica para cavaleiros que desejarem participar de cavalgadas oficiais realizadas nos municípios de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Nova Santa Rita. A decisão foi tomada durante o Congresso Regional (Congregare), realizado no domingo (22), no CTG Independência Gaúcha, em Esteio.
Com a nova regra, participantes deverão concluir o Curso de Formação de Cavaleiros (CFC) para integrar atividades organizadas sob supervisão do Departamento Regional de Cavalgadas. O certificado terá validade de dois anos e deverá ser apresentado sempre que solicitado pelos organizadores dos eventos. A ausência do comprovante poderá impedir a participação ou permanência nas programações oficiais.
Segundo o texto aprovado, o curso será estruturado em módulos teóricos e práticos. Entre os conteúdos previstos estão aspectos históricos das cavalgadas, orientações sobre comportamento em eventos tradicionalistas, normas institucionais, organização de acampamentos, encilhas, condução de animais, equitação e práticas campeiras. Também estão incluídas noções de primeiros socorros e explicações sobre regulamentos e possíveis sanções em caso de descumprimento das regras.
A formação deverá contar com palestras, atividades práticas e encontros destinados à troca de experiências entre participantes. A certificação ficará registrada junto à secretaria regional responsável pela organização das cavalgadas.
A decisão provocou manifestações contrárias de integrantes do movimento tradicionalista. O ex-presidente da Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul, Solon Silva, que participa de cavalgadas há 36 anos, criticou a exigência do curso como requisito obrigatório. Ele afirmou que a condução e a responsabilidade pelas atividades já cabem aos organizadores dos eventos e questionou a necessidade de uma certificação com prazo de validade determinado.
O tradicionalista também apontou que a medida pode impactar a participação de cavaleiros que já possuem experiência nas atividades e levantou questionamentos sobre a elaboração das regras por parte das entidades organizadoras. As novas exigências passam a valer para eventos vinculados à estrutura regional tradicionalista, conforme deliberação aprovada no congresso.
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