A Espanha voltou ao topo do futebol mundial ao derrotar a Argentina por 1 a 0 na prorrogação da final da Copa do Mundo, disputada neste domingo (19), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O único gol da decisão foi marcado pelo atacante Ferran Torres, que saiu do banco de reservas e definiu o confronto no segundo tempo do tempo extra. Com o resultado, a seleção espanhola conquistou o segundo título de sua história, repetindo o feito alcançado em 2010, e encerrou um intervalo de 16 anos entre as conquistas.
O título coloca a Espanha no grupo das seleções bicampeãs mundiais, ao lado de Uruguai e França. Além da taça, a equipe estabeleceu um novo recorde de invencibilidade entre seleções nacionais, chegando a 38 partidas consecutivas sem derrota e superando a sequência registrada pela Itália entre 2018 e 2021.
Durante os 120 minutos de partida, a Espanha controlou a maior parte das ações ofensivas e criou as principais oportunidades de gol. A Argentina, atual campeã mundial, encontrou dificuldades para construir jogadas de ataque e terminou o tempo regulamentar sem conseguir levar perigo consistente ao gol defendido por Unai Simón.
No primeiro tempo, a equipe espanhola teve maior posse de bola e finalizou com frequência, principalmente em jogadas envolvendo Lamine Yamal, Dani Olmo, Mikel Oyarzabal e Marc Cucurella. Apesar da superioridade territorial, o goleiro Emiliano Martínez fez intervenções importantes e manteve o placar zerado antes do intervalo.
Na etapa complementar, a pressão espanhola aumentou. Alex Baena, Dani Olmo, Ferran Torres e Pau Cubarsí tiveram oportunidades, novamente parando nas defesas de Martínez. Nos acréscimos do segundo tempo, a situação argentina se complicou com a expulsão do volante Enzo Fernández, que recebeu o segundo cartão amarelo após falta sobre Cubarsí, deixando a equipe com um jogador a menos para a prorrogação.
Mesmo em vantagem numérica, a Espanha precisou superar a forte marcação argentina no tempo extra. Um gol de Nico Williams chegou a ser anulado por falta na origem da jogada. A definição veio apenas na segunda etapa da prorrogação. Após cruzamento de Pedro Porro e assistência de Nico Williams, Ferran Torres finalizou de primeira para marcar o gol que garantiu o bicampeonato espanhol.
Nos minutos finais, a Argentina tentou reagir e criou suas primeiras oportunidades mais perigosas da partida, com participações de Lionel Messi, mas não conseguiu evitar a derrota. A defesa espanhola, que sofreu apenas um gol durante toda a campanha, manteve o resultado até o apito final.
Além do título, a campanha espanhola foi marcada por outros feitos históricos. A seleção tornou-se o primeiro país a reunir simultaneamente os títulos mundiais masculino e feminino, após a conquista da Copa do Mundo Feminina de 2023. A equipe também encerrou o torneio com uma das menores médias de idade entre os participantes, de 26,2 anos, consolidando uma base formada por jogadores como Lamine Yamal, Pedri, Gavi e Nico Williams.
Pelo lado argentino, o vice-campeonato adiou a conquista do quarto título mundial e marcou a despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo. Aos 39 anos, o atacante encerra sua trajetória no torneio com seis participações, um título conquistado em 2022, dois vice-campeonatos e 21 gols marcados, ocupando a segunda posição entre os maiores artilheiros da história da competição.
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