O primeiro eclipse lunar total de 2026 foi registrado na manhã de terça-feira (3), com início às 5h44, no horário de Brasília. O fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. Quando a Lua fica totalmente imersa na parte mais escura dessa sombra, chamada umbra, adquire coloração avermelhada devido à refração da luz solar na atmosfera terrestre, evento conhecido como “Lua de Sangue”.
No território brasileiro, a visibilidade foi limitada. De acordo com o diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Thiago Signorini Gonçalves, apenas a Região Norte teve possibilidade de acompanhar parte do fenômeno antes do ocaso da Lua. Segundo ele, não foi possível observar a totalidade nem a coloração avermelhada no país, já que o ápice do eclipse ocorreu quando o satélite já havia se posto na maior parte do território nacional. A fase total foi plenamente visível nas Ilhas do Pacífico.
O eclipse se desenvolveu em quatro etapas: penumbral, quando a Lua entra na penumbra da Terra e apresenta escurecimento discreto; parcial, quando a umbra começa a cobrir o disco lunar; início da totalidade, quando o satélite fica completamente imerso na umbra; e máximo do eclipse, ponto em que a sombra atinge sua maior extensão antes de começar a se afastar. As fases mais avançadas ocorreram entre 8h04 e 9h02, horário de Brasília.
O alinhamento necessário para o eclipse lunar total ocorre apenas durante a lua cheia, quando Sol, Terra e Lua ficam posicionados em linha reta. Em média, eclipses totais podem ser observados a cada três anos em um mesmo local, embora o intervalo possa variar.
O último eclipse lunar total visível no Brasil foi registrado em 14 de março de 2025. Segundo o Observatório do Valongo, um novo fenômeno está previsto para 28 de agosto deste ano, quando a Lua deverá ficar cerca de 93% encoberta. Já o próximo eclipse total com previsão de visibilidade ampla no Brasil deverá ocorrer em 26 de junho de 2029.
Para quem não conseguiu acompanhar o evento desta semana, instituições internacionais transmitiram o eclipse ao vivo pela internet, incluindo o Time and Date, o Projeto Telescópio Virtual, sediado na Itália, e o Observatório Griffith, nos Estados Unidos, que registraram todas as etapas do fenômeno.
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