Uma onda de frio registrada no fim de janeiro de 2026 em grande parte da América do Norte levou a temperaturas próximas de –20 °C em estados como Wisconsin e Minnesota e voltou a chamar atenção para relatos de árvores que “explodem”. O fenômeno, amplamente comentado nas redes sociais e em buscas na internet, é explicado por especialistas como um processo físico ligado ao congelamento da seiva, sem relação com combustão ou detonação.
De acordo com técnicos do Departamento de Recursos Naturais (DNR) e da National Forest Foundation, a queda rápida da temperatura faz com que a seiva, composta majoritariamente por água, congele dentro do tronco. Ao solidificar, o líquido se expande e pressiona as fibras da madeira, provocando rachaduras. O som associado ao rompimento do tronco ou de galhos é o que gera a percepção de uma “explosão”, termo considerado impreciso do ponto de vista técnico.
Especialistas apontam que o principal risco não está no ruído, mas na possibilidade de queda de galhos fragilizados ou no comprometimento da estabilidade da árvore após as fissuras. Também há registros de ruídos semelhantes causados por “terremotos de gelo”, quando a água presente no solo ou em rochas congela rapidamente e se expande, podendo produzir estalos e pequenos tremores localizados.
A incidência do fenômeno pode variar conforme as condições climáticas anteriores. A redução das chuvas em 2025, por exemplo, diminuiu o volume de seiva em algumas regiões, o que tende a limitar a ocorrência de rachaduras em determinadas áreas.
O frio de 2026 teve efeitos amplos nos Estados Unidos. Autoridades decretaram situação de emergência em 23 estados e em Washington, D.C. Mais de 800 mil consumidores ficaram sem energia elétrica, e cerca de 12 mil voos foram cancelados em um único dia, refletindo impactos diretos no transporte e nos serviços essenciais.
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