O Tribunal do Júri da Comarca de Eldorado do Sul condenou Rodrigo Morais Vieira Júnior a 12 anos de prisão pelo homicídio de Nelson Júnior da Silva Ferreira, de 19 anos. O crime ocorreu na madrugada do dia 25 de dezembro de 2022, durante uma festa de rua no centro do município.
A pena foi fixada em 12 anos de reclusão, no mínimo previsto pela lei, porque o juiz levou em conta dois fatores que reduziram a punição: o réu confessou o disparo e tinha menos de 21 anos na época do crime, o que é considerado “menoridade relativa”.
Mesmo com a condenação, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) informou que vai recorrer da sentença, buscando aumentar o tempo de prisão.
Crime aconteceu durante evento com centenas de jovens
Segundo o processo, o homicídio ocorreu durante a festa conhecida como “Climinha”, que reunia centenas de pessoas no centro da cidade.
A confusão começou após um desentendimento considerado banal: uma bebida teria sido arremessada contra a irmã da vítima. A partir disso, uma briga se formou entre grupos que estavam no local.
Durante o confronto, Rodrigo Morais Vieira Júnior sacou uma arma de fogo e efetuou disparos em via pública, em meio à multidão.
Um dos tiros atingiu Nelson Júnior da Silva Ferreira, que não resistiu aos ferimentos e morreu.
Júri reconheceu duas qualificadoras
O Conselho de Sentença, formado por jurados, decidiu que o homicídio foi qualificado, ou seja, cometido com agravantes previstos em lei. Foram reconhecidas duas circunstâncias:
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Motivo fútil, por ter ocorrido após um desentendimento sem grande relevância;
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Perigo comum, já que os disparos foram feitos em local público, com várias pessoas próximas, colocando outras vidas em risco.
Absolvição em outra acusação
O réu também era acusado de tentativa de homicídio contra uma segunda pessoa durante o mesmo episódio. No entanto, os jurados entenderam que não havia provas suficientes para condenação nesse ponto, e ele foi absolvido dessa acusação.
Pena começa a ser cumprida imediatamente
Rodrigo respondeu ao processo preso, e o juiz determinou que ele continue detido para cumprir a pena imediatamente, sem aguardar em liberdade.
O julgamento foi acompanhado por familiares e amigos da vítima, que estiveram presentes no plenário.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos, já que o Ministério Público confirmou que pretende recorrer da decisão para pedir uma pena maior.
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