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Domingo, 24 de Maio 2026
🏭 Economia e Negócios

Funcionários dos Correios anunciam greve a partir de 18/8 se empresa não apresentar proposta que os atenda

Trabalhadores são contrários à privatização da empresa e lutam pela manutenção do Acordo Coletivo aprovado em 2019

Redação TVGO
Por Redação TVGO
Funcionários dos Correios anunciam greve a partir de 18/8 se empresa não apresentar proposta que os atenda
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A partir  do dia 18 de agosto, cerca de 100 mil trabalhadores dos Correios em todo o Brasil devem entrar em greve por tempo indeterminado. A categoria protesta contra o acordo coletivo de trabalho oferecido pela estatal. Uma nova assembléia no dia 17 deverá oficializar a paralisação das atividades.

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A paralisação foi definida em reunião realizada pela Federação Nacional dos Trabalhdores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) e outras entidades da categoria. Os trabalhadores são contrários à privatização da empresa e lutam pela manutenção do Acordo Coletivo aprovado em 2019 com válidade até 2021.

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Segundo a empresa, as solicitações feitas pelos trabalhadores impactariam no acréscimo de R$ 961 milhões nas despesas dos Correios, quase dez vezes o lucro do ano de 2019. A crise  piorou a situação fiscal da estatal, com o coronavirus. Há anos a empresa enfrenta dificuldade para equilibrar as contas. 

O pacote prevê uma redução de R$ 600 milhões por ano dos cofres públicos. Entre os principais pontos de reivindicação, estão a redução do bônus de férias de 2/3 para 1/3 do salário, extinção do bônus de R$ 1.000 pagos aos funcionários em dezembro, diminuição do adicional noturno de 60% para 20% a hora, e alteração da licença maternidade de 180 para 120 dias, além da redução do intervalo para amamentação de 60 minutos para 30 minutos por dia. Segundo a estatal, a mudança dos benefícios está de acordo com o estabelecido pela CLT. 

Em junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que os Correios devem entrar na lista de vendas do governo federal para este ano, que ainda inclui a Eletrobrás, o Porto de Santos e a Pré-Sal Petróleo. Para privatizar os Correios como um todo, seria preciso aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), com apoio de três quintos dos parlamentares na Câmara e Senado, em dois turnos.

 

 

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