Em um leilão realizado na manhã da quinta-feira (06), o governo federal adquiriu 263 mil toneladas de arroz importado. O objetivo da medida, segundo o Ministério da Agricultura, é conter o aumento do preço do produto no mercado interno, que chegou a subir 40% devido às enchentes no Rio Grande do Sul, principal produtor nacional.
O arroz importado foi adquirido por R$ 25 o saco de 5 kg e será vendido ao consumidor final por R$ 20, com subsídio do governo. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou a importância da iniciativa para garantir a acessibilidade do alimento à população. "Não podemos permitir que o preço do arroz chegue a R$ 38 ou R$ 40", afirmou. "O leilão comprova que é possível oferecer o produto a um valor mais justo para o consumidor."
A operação foi realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e contou com a participação de diversas empresas do setor. Inicialmente, a Justiça Federal de Porto Alegre havia impedido a realização do leilão, alegando falta de provas de que o mercado interno estivesse desabastecido. No entanto, após recurso do governo, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) autorizou a compra do arroz importado.
A medida gerou reações distintas. De um lado, o governo e entidades de defesa do consumidor a consideram necessária para conter a inflação de preços. Do outro, produtores de arroz do Rio Grande do Sul se manifestaram contra o leilão, argumentando que a iniciativa pode prejudicar a produção local.
Ainda não está claro qual o impacto a longo prazo da medida no mercado do arroz brasileiro. O governo federal acompanha a situação de perto e se diz disposto a tomar outras medidas caso necessário para garantir a segurança alimentar da população.
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